polen
Nos ajude nessa causa DOE AGORA
Mesmo sem poder dar as mãos, devemos estender o braço

Mesmo sem poder dar as mãos, devemos estender o braço

Os bancos de sangue de todo o país estão precisando de doações.  Veja como ajudar!

Mesmo durante a pandemia de Covid-19, existem procedimentos que não podem parar, como as cirurgias oncológicas e de emergência, por exemplo. Por isso, é de suma importância que os bancos de sangue em todo o Brasil estejam abastecidos.

O site do Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (REDOME) conta com uma lista de Hemocentros de todo o Brasil. Lá, você pode filtrar pela sua região e ter acesso aos nomes, endereços e telefones dos bancos de sangue do seu estado.  Acesse aqui.

Orientações especiais devido à pandemia do novo coronavírus

Neste momento, orientações especiais precisam ser seguidas antes fazer a sua doação. São elas:

– Não vá direto ao banco de sangue. Procure um contato para saber como está o atendimento; muitos bancos estão trabalhando com agendamento, como é o caso do Instituto Nacional de Câncer (INCA), no Rio de Janeiro.

– Cumpra todas as normas de segurança e higiene para evitar contágio pelo novo coronavírus;

– Obedeça as regras definidas pelos bancos de sangue quanto à triagem e condições para doar.

Requisitos para a doação de sangue

O Ministério da Saúde lista alguns requisitos para seja feita a doação de sangue. Estão aptas para doar pessoas entre 16 e 69 anos, com mais de 50kg. É preciso apresentar documento oficial com foto e menores de 18 anos só podem doar com consentimento formal dos responsáveis. Além disso, o doador deve:

– Estar alimentado. (Evite alimentos gordurosos nas 3 horas que antecedem a doação de sangue);

– Caso seja após o almoço, aguardar 2 horas;

– Ter dormido pelo menos 6 horas nas últimas 24 horas;

– Pessoas com idade entre 60 e 69 anos só poderão doar sangue se já o tiverem feito antes dos 60 anos;

– A frequência máxima é de quatro doações de sangue anuais para o homem e de três doações de sangue anuais para as mulheres;

– O intervalo mínimo entre uma doação de sangue e outra é de dois meses para os homens e de três meses para as mulheres;

– Pessoas com febre, gripe ou resfriado, diarreia recente, grávidas e mulheres no pós-parto não podem doar temporariamente.

Marcos Moraes: uma vida como legado

Marcos Moraes: uma vida como legado

A área da saúde, que está em evidência no enfrentamento de uma pandemia sem precedentes, perdeu um de seus maiores expoentes e apaixonados trabalhadores: o médico Dr. Marcos Fernando de Oliveira Moraes, que nos deixou no último dia 4. Seu falecimento, por causas naturais, aos 84 anos, no Rio de Janeiro, abre uma lacuna que não pode ser preenchida. Mas, deixa inspirações e legados que merecem e devem ser preservados.

Alagoano de nascimento, com títulos de cidadão fluminense e carioca, Marcos Moraes era um dos maiores cirurgiões e oncologistas que o Brasil já teve. Conhecido por sua luta obstinada pelo controle do câncer no país, escreveu novos capítulos sobre tratamento e cirurgias oncológicas e mudou o rumo da história com sua missão de médico e se mostrou um gestor extremamente visionário e com inigualável capacidade de realização à frente do Instituto Nacional de Câncer (Inca), que conduziu por nove anos, a partir de 1990.

Foi justamente para possibilitar investimentos no Inca e levar adiante seu plano de expansão, cujo objetivo final sempre foi o de salvar vidas, que ele criou, em 1991, com outros três médicos do instituto, a Fundação Ary Frauzino para Pesquisa e Controle do Câncer, hoje conhecida como Fundação do Câncer. Como o próprio Dr. Marcos contava, “no início, a Fundação era duas páginas de papel” em sua pasta e “muita vontade de fazer tudo dar certo”. Hoje, quase trinta anos depois, basta olhar para sua trajetória para concluir que, sim, deu certo!

A Fundação do Câncer era a “menina dos olhos” de Marcos Moraes e, hoje, prestes a completar 30 anos, segue lutando para manter vivo esse “sonho grande” de seu criador. Em 2019, ciente da enorme responsabilidade, assumi a presidência do Conselho de Curadores da instituição, cargo que ele brilhantemente desempenhou por muitos anos. Comecei a integrar esse órgão de gestão, como conselheiro, a convite dele, quando ainda não tínhamos nenhuma proximidade.

Com o convívio no conselho, nos conhecemos melhor. Marcos era bastante calado. Entre os vários depoimentos que ouvi a seu respeito, alguém disse que ele era um “fenômeno”, porque liderava pelo silêncio. Realmente, é muito difícil imaginar que alguém possa liderar pelo silêncio e não pelas palavras e o que elas transmitem. Mas, o Marcos transmitia tudo o que queria pelo que saía de sua alma, pelo que exalava. E ele transmitia uma seriedade e uma consistência que atraiam a todos. Era um homem realizador; tudo o que ele fez, foi muito bem feito, sempre com muita eficiência.

Aceitei o convite de me tornar presidente do Conselho de Curadores da Fundação do Câncer, primeiro, em homenagem ao Marcos Moraes, que era uma pessoa que eu admirava e respeitava profundamente. Apesar da vida atribulada, achei que precisava dedicar um tempo para honrar aquele posto até que ele pudesse retornar. Hoje, busco levar adiante o importantíssimo trabalho da Fundação do Câncer com a ajuda do Dr. Luiz Maltoni Júnior, Diretor Executivo e era braço direito do Dr. Marcos na instituição. Não tenho a pretensão de repetir a competência o Dr. Marcos Moraes, que era singular e insubstituível. Mas, persigo seus exemplos de maneira que ele, lá de cima, fique satisfeito com nosso esforço. Isso é que eu quero transmitir: vamos sempre nos esforçar, inspirados por seu jeito de liderar, mesmo sem palavras, e motivar pelo exemplo e obstinação em salvar vidas, cada um com aquilo que tem para oferecer.

Em seu íntimo, Marcos acreditava que “um sonho tem que ser grande para ser efetivo”. E, para realizar tantos sonhos, ele não dormiu, nem esperou. Marcos Moraes sempre trabalhou – e muito. Uma de suas principais bandeiras foi a luta contra o tabagismo, motivo pelo qual recebeu medalha e diploma da Organiza­ção Mundial de Saúde (OMS), em 1994.

De sua mente privilegiada nasceram projetos que redefiniram a pesquisa e a assistência oncológica, como a reestruturação do Inca como entidade responsável pelo Programa Nacional de Controle do Câncer, que ele também concebeu a convite do governo federal. Idealizou e lutou pela criação do Programa Nacional de Apoio à Atenção Oncológica (Pronon), uma espécie de “Lei Rouanet do câncer”, que permite a captação de recursos de empresas para investimento em programas e projetos na área. Criou e coordenou o Programa de Oncobiologia, na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), da qual recebeu o título de Doutor Honoris Causa, uma das muitas e merecidas honrarias e titulações que recebeu ao longo da carreira.

Dr. Marcos Moraes foi e continuará sendo uma inspiração e modelo de médico, professor e gestor para muitas gerações de profissionais da saúde e de outras áreas do saber. Seu legado é motivo de orgulho para todos os brasileiros.

Dr. Paulo Niemeyer Filho, presidente do Conselho de Curadores da Fundação do Câncer

Fundação do Câncer e Ecoponte renovam parceria com ação de prevenção à COVID-19

Fundação do Câncer e Ecoponte renovam parceria com ação de prevenção à COVID-19

Campanha tem como foco pacientes com câncer, que são mais vulneráveis ao novo coronavírus

O enfrentamento da pandemia do novo coronavírus tem mobilizado iniciativas públicas e privadas em todo o mundo, em parcerias que visam conscientizar a população e ajudar a proteger os mais vulneráveis, especialmente. É o caso da mais nova ação conjunta entre Fundação do Câncer e a Ecoponte, concessionária responsável pela Ponte Rio-Niterói, que lançaram a campanha “Sua casa é a grande aliada da sua saúde”, reforçando que as pessoas com câncer só devem sair para dar continuidade aos seus tratamentos.

Desde o início de abril, as instituições passaram a divulgar uma mensagem especial para os pacientes em tratamento oncológico, que fazem parte do grupo de risco e precisam ser especialmente protegidos da COVID-19. Foram instalados dois painéis ao longo da Ponte Rio-Niterói – um em cada sentido de tráfego. Além disso, os sites e redes sociais das instituições estão reforçando a importância das medidas de prevenção.

O cirurgião oncológico e diretor executivo da Fundação do Câncer, Luiz Augusto Maltoni Junior, explica a importância da comunicação direta com esse público. “Os pacientes com câncer têm sistemas imunológicos enfraquecidos pela doença ou pelos tratamentos. Os efeitos imunossupressores podem ser de longo prazo, ou seja, eles não cessam com a conclusão da radioterapia, da quimioterapia ou após a cirurgia. Por isso, é tão importante proteger essas pessoas”.

Os cuidados com o contágio pelo vírus SARS-Cov2 são os mesmos para qualquer cidadão, contudo, o risco para o paciente oncológico está na forma como a doença vai evoluir em seu organismo, conforme explica o epidemiologista e consultor médico da Fundação, Alfredo Scaff. “Se uma pessoa com câncer é exposta ao coronavírus e adoece, ela terá, provavelmente, uma forma bastante agressiva da doença em razão das condições de imunossupressão do seu organismo”.   

Para Luiz Cláudio Costa, coordenador de Comunicação da Ecoponte, o atual momento de emergência em saúde exige o engajamento de todos. “A situação demanda a mobilização da sociedade para a contenção da COVID-19. Por isso, disponibilizamos nossos espaços com grande visibilidade e contamos com expertise técnica da Fundação do Câncer em mais uma ação de responsabilidade social. Assim, potencializamos nossa parceria com um objetivo maior:  sensibilizar a sociedade e salvar vidas”.

Fique bem informado

O adeus ao homem que mais lutou por políticas e melhorias para o controle do câncer no Brasil: Dr. Marcos Moraes

O adeus ao homem que mais lutou por políticas e melhorias para o controle do câncer no Brasil: Dr. Marcos Moraes

Conhecido entre os seus pares como ‘Ministro do Câncer’ pela vida dedicada à Oncologia e por sua projeção dentro da política nacional de saúde, o Dr. Marcos Fernando de Oliveira Moraes nos deixou hoje, de causas naturais, aos 84 anos.

A trajetória profissional desse alagoano iniciou-se em 1963 com o curso de graduação em Medicina na Faculdade de Ciências Médicas da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), então Universidade do Distrito Federal. Como já diz o ditado, o bom filho a casa torna, depois de formado, o médico voltou à sua terra natal onde organizou o Serviço de Cirurgia do Hospital Regional Santa Rita, de Palmeira dos Índios (AL). Mas sua missão ainda estava no início. De volta ao Rio de Janeiro, iniciou suas atividades como cirurgião do Hospital de Ipanema. Cinco anos depois, foi para a Universidade de Illinois, em Chicago, nos Esta dos Unidos, onde desenvolveu várias linhas de pesquisa científica e sua formação em cirurgia oncológica. Dr. Marcos Moraes passou a Fellow do Serviço de Oncologia Cirúrgica, de 1975 a 1977.

Na bagagem de volta ao Brasil, trouxe as modernas técnicas de cirurgia oncológica, ajudando a internacionalizar a Medicina do país. Em 1978, tornou-se professor titular da Escola Médica da Universidade Gama Filho e chefe do departamento de cirurgia do Hospital Universitário Gama Filho, onde reuniu os mais renomados cirurgiões da época.

Em 1990, atendendo a um convite do governo federal, participou da elaboração do Programa Nacional de Controle de Câncer. Nesse mesmo ano, as sumiu a direção geral do Instituto Nacional de Câncer (INCA), cargo que ocupou até 1998. Durante sua gestão, imprimiu ao Instituto a marca de uma administração ágil e moderna, capaz de pro mover rapidamente as profundas reformas necessárias à sua transformação em órgão público de referência para o controle do câncer no Brasil. Com o objetivo de promover o desenvolvimento institucional, capacitar os recursos humanos do INCA e atrair novos talentos, criou a Fundação do Câncer com outros três médicos do Instituto, em 1991.

Dr. Dr. Marcos Moraes e Dr. Luiz Augusto Maltoni Junior, diretor executivo da Fundação do Câncer.

Incansável, Dr. Marcos Moraes fez da Oncologia a bandeira de vida: escreveu mais de 35 trabalhos técnicos-científicos, impressos nas mais renomadas publicações do Brasil e internacionais; escreveu 23 capítulos de livros da área e foi membro do conselho editorial de 11 revistas brasileiras e 6 estrangeiras. Participou de inúmeras comissões científicas no Brasil e em outros países, entre as quais a Comis são de Intercâmbio Técnico-Científico Brasil -Cuba, nomeada pelos ministros de Saúde e das Relações Exteriores, e a Comissão sobre Câncer, do Colégio Americano de Cirurgiões, de 1999 a 2001.

Resumir a atuação desse brilhante médico, que chegou a ser representante oficial do Brasil na Organização Mundial de Saúde para o National Cancer Control Programmes, é difícil tamanha a sua capacidade produtiva. Coordenou vários cursos de aperfeiçoamento e diversos encontros nacionais e internacionais, presidiu o 17º Congresso Inter nacional de Câncer (1998) e o 8º Congresso Mundial de Cirurgia Oncológica (2009), ambos realizados no Rio de Janeiro. Marcou presença em mais de 200 congressos e eventos científicos nacionais e em mais de 100 inter nacionais. Também proferiu palestras e conferências nas principais universidades do país.

Foi amplamente reconhecido, no Brasil e no mundo, pelo seu histórico profissional. As premiações foram inúmeras: o Annual Research Award, da Sociedade Cirúrgica de Chicago (1976); o Research Scholar, do Departamento de Cirurgia da Universidade de Illinois (1977); o Distinguished Service Award, da União Internacional contra o Câncer (1992); diploma e medalha de Grão-Cavaleiro da Ordem da Liga Baiana Contra o Cân cer (1992); diploma de Honra ao Mérito da Fundação Antonio Prudente, por seu relevante trabalho no controle do câncer no Brasil (1994); diploma e medalha de Honra ao Mérito da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (1994); a Medalha de Mérito Oswaldo Cruz (2009), na categoria Ouro, e a Medalha da Ordem do Mérito Médico na Classe Oficial (2010), ambas concedidas pelo então ministro da Saúde, pelos relevantes serviços prestados à saúde pública brasileira; diploma de Membro Emérito do Colégio Brasileiro de Cirurgiões (1999).

Há que se destacar a sua cruzada contra o tabagismo no Brasil, fato que o fez ser homenageado com medalha e diploma da Organização Mundial de Saúde (OMS), em 1994. Para se ter ideia da importância do trabalho realizado pelo Dr. Marcos Moraes, em 1989, 32% da população acima dos 15 anos fumava; em 2008, esse índice caiu para 17%. Na época, pelo menos sete estados brasileiros adotaram leis antifumo que proíbem o cigarro em ambientes coletivos, além de outras medidas que desestimulam o hábito de fumar. Bandeira esta amplamente difundida até hoje pela Fundação do Câncer, onde Dr. Marcos Moraes ainda ocupava o cargo de presidente de honra do Conselho dos Curadores, e comemorou a redução desse percentual para 9% de fumantes no país.

Dr. Marcos Moraes participou ainda das mais significativas instituições médicas brasileiras e mundiais: Academia Nacional de Medicina, sendo seu presidente por duas vezes (2007-2009 e 2011-2013), Colégio Brasileiro de Cirurgiões, Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica, Sociedade Latino-Americana de Institutos Nacionais de Câncer, Sociedade de Medicina e Cirurgia do Rio de Janeiro, Society of Surgical Oncology, American College of Surgeons e World Federation of Oncological Surgical Societes, entre outras.

Em 2012, recebeu das mãos do vice-presidente da república o prêmio Octavio Frias de Oliveira, concedido pelo Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (ICESP) e criado para reconhecer personalidades responsáveis por ações que endossem o combate ao câncer no país.

Ao Dr. Marcos Moraes, nós da Fundação do Câncer, agradecemos por toda a vida dedicada ao desenvolvimento da área oncológica em nosso país. E prometemos seguir o seu ensinamento: “Investir em uma medicina mais humanizada, reaproximar os médicos dos pacientes e transformar a sociedade em uma aliada”. Esses foram os seus valores e serão para sempre o lema da Fundação do Câncer.

 

LINHA DO TEMPO

1963 – Cursou graduação em Medicina na Fa culdade de Ciências Médicas da Universida de do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), então Universidade do Distrito Federal.

1967 – Organizou o Serviço de Cirurgia do Hospital Regional Santa Rita de Palmeira dos Índios (AL).

1971 – Organizou e chefiou o Serviço de Tumores de Partes Moles e a Comissão de Oncologia do Hospital de Ipanema, onde também administrou o programa de residência médica.

1973 – Foi membro fundador da American Trauma Society, em Chicago.

1978 – Tornou-se pro fessor titular da Escola Médica da Universidade Gama Filho e chefe do departamento de cirurgia do Hospital Universitário Gama Filho.

1989 a 1999 – Foi presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica.

1990 – Foi convidado pelo governo federal a escrever o Programa Nacional de Controle de Câncer. No mesmo ano assume a direção geral do Instituto Nacional do Câncer.

1991 – Foi um dos fundadores da Fundação do Câncer, instituição sem fins lucrativos que atua na captação de recursos, consultoria, pesquisa, prevenção, assistência e controle do câncer.

1999 – Assume a presi dência da Associação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Combate ao Câncer

2000 – Coordenador do Programa de Oncobiologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

2002 – Assumiu o cargo de professor honorário do Instituto de Ciências Biomédi cas da Universidade Federal do Rio de Janei ro

2004 a 2006 – Pre sidiu a Federação Mundial das Sociedades de Cirurgia Oncológica.

2007 a 2009/2011 a 2013 – Foi presidente da Academia Nacional de Medicina, onde ocupava a cadeira no 68 de membro titular.

2012 – Recebeu o prêmio Octavio Frias de Oliveira, concedido pelo Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp) a personalidades de destaque no combate à doença no Brasil.

2013 – Foi um dos idealizadores da Lei José de Alencar, que permite a pessoas jurídicas e físicas fazer doações para o Programa Nacional de Apoio à Atenção Oncológica (Pronon).

Fundação do Câncer, ACT, AMB, SBPT e outras instituições da área de saúde divulgam nota sobre pesquisa francesa que defende o uso da nicotina no combate ao novo coronavírus

Fundação do Câncer, ACT, AMB, SBPT e outras instituições da área de saúde divulgam nota sobre pesquisa francesa que defende o uso da nicotina no combate ao novo coronavírus

Organizações lançam campanha #VapeVicia e alertam que fumantes, usuários de cigarros eletrônicos e narguilés têm quadro agravado quando contaminados pelo Covid-19

A Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta para ampliação do risco de contágio por COVID-19 entre fumantes, usuários de cigarros eletrônicos e narguilés. Embora as pesquisas sobre o assunto ainda sejam recentes, análise das mortes entre pacientes chineses com diagnóstico de pneumonia associada ao novo coronavírus identificaram chances de progressão da doença 14 vezes maior entre fumantes. O levantamento vai de encontro à pesquisa francesa, que defende o uso da nicotina no combate ao novo coronavírus. O estudo em questão, que não foi revisado por pares e não faz referência a aprovação por nenhum comitê de ética em pesquisa, levou sete instituições renomadas em saúde a assinar nota técnica. Para as instituições, é “precoce e arriscado afirmar qualquer potencial fator protetor da nicotina para o SARS-CoV-2”, diz a nota. Veja a nota técnica completa.

Já a pesquisa chinesa, realizada em 55.924 casos confirmados em laboratório no país asiático, revelou, ainda, que a taxa de mortalidade é muito maior por Covid-19 entre doentes com doenças respiratórias crônicas, câncer, problemas cardíacos, diabetes e hipertensão.

De acordo com a OMS, fumantes têm maior vulnerabilidade à doença, pois a porta de entrada para o vírus são as mãos, a boca, o nariz e os olhos.

“O ato de fumar, em que o usuário segura o cigarro com os dedos e leva em contato com os lábios, aumenta a possibilidade da transmissão do vírus para a boca. Sem falar que o tabagismo é responsável por 90% dos casos de câncer de pulmão e, além de reduzir a capacidade pulmonar, eleva as chances de complicações pela virose”, alerta Luiz Augusto Maltoni Jr, diretor executivo da Fundação do Câncer.

O especialista enfatiza, ainda, que o uso do narguilé é perigoso por envolver o compartilhamento de bocais e mangueiras entre várias pessoas, o que também pode acelerar a transmissão do COVID-19.

“Condições que aumentam as necessidades de oxigênio ou reduzem a capacidade do corpo de usá-lo adequadamente colocam os pacientes em maior risco de doenças pulmonares graves, como pneumonia. Vale lembrar que as doenças respiratórias associadas ao tabagismo, como a Evali, causada pelo uso de cigarros eletrônicos, ampliam os riscos de complicações pelo novo coronavírus“, afirma o cirurgião oncológico e diretor executivo da Fundação do Câncer.

Campanha #vapevicia

A ACT Promoção da Saúde, a Associação Médica Brasileira (AMB) e a Fundação do Câncer estão lançando uma campanha em redes sociais sobre os perigos dos dispositivos eletrônicos para fumar (DEFs).

Intitulada #VapeVicia, a campanha tem como conceito o potencial destrutivo da combinação de dois vícios: em tecnologia e em nicotina. A intenção é mostrar que as inovações empregadas nesses dispositivos eletrônicos são uma armadilha usada pela indústria do cigarro para conquistar novos fumantes.

Para Maltoni Jr. a união das três entidades vem reforçar a importância do combate ao fumo, já que um estudo do Instituto Nacional de Câncer verificou que o país gasta cerca de R$ 57 bilhões ao ano com despesas médicas e de perda de produtividade relacionadas a doenças provocadas pelo fumo. De acordo com o estudo, o país arrecada R$ 13 bilhões de tributos por ano com a indústria do tabaco, o que significa que há um rombo de pelo menos R$ 44 bilhões para o sistema de saúde brasileiro. Todos os dias, 428 pessoas morrem devido ao tabagismo no país.

Para a AMB, “esses novos produtos encobrem, numa nuvem de vapor, sérios riscos às políticas de controle do tabaco, não só pela predisposição à renormalização do tabagismo, estímulo à iniciação e recaída pela falsa percepção de segurança, mas também um aumento sem precedentes de doenças tabaco relacionadas causadas pelo cigarro acrescidas da contribuição dessas novas tecnologias para fumar. Num cenário onde o SUS e a Saúde Suplementar lidam com o desafio de enfrentamento dos altos custos da pandemia do coronavírus seria uma insensatez a liberação desses produtos”, destaca Alberto Araújo, presidente da Comissão de Combate ao Tabagismo da AMB.

“Os DEFs também viciam e causam doenças e mortes, por isso o alerta de nossa campanha. A novidade tecnológica atrai para a experimentação, mas depois aprisiona para o consumo, assim como outros produtos para fumar”, destaca Mônica Andreis, Diretora Executiva da ACT Promoção de Saúde.

Para saber mais, acesse o hotsite da campanha: vapemata.org.br.

FUNDAÇÃO DO CÂNCER NO COMBATE À COVID-19

FUNDAÇÃO DO CÂNCER NO COMBATE À COVID-19

A Fundação do Câncer está atenta à evolução da pandemia global do novo Coronavírus e à escalada de casos confirmados no Brasil da COVID-19.

A instituição formou um Comitê Gestor para Prevenção e Controle do Coronavírus e tem promovido diversas ações. Por isso, a partir de segunda-feira, 23 de março, nossa equipe estará trabalhando remotamente. De casa, em segurança e com uso de recursos tecnológicos, seguimos atuando normalmente e atendendo a todas as demandas e processos.

Assim, contribuímos com a redução de deslocamentos de pessoas preconizada pelas autoridades sanitárias e apoiamos a luta contra a COVID-19.

Veja mais ações que a Fundação do Câncer adotou para cuidar da saúde e do bem-estar de seus colaboradores e familiares e de toda a população:

  • Isolamento social e trabalho remoto para todas as equipes;
  • Rodízio entre membros da equipe que precisam realizar trabalhos presenciais, com horários diferenciados de jornada;
  • Cancelamento de viagens e atividades externas;
  • Suspensão de eventos e reuniões presenciais;
  • Reuniões internas e externas, com parceiros e fornecedores, somente serão realizadas via teleconferência;
  • Reforço no fornecimento de sabonete e álcool gel (70%) em diversos pontos de nossas dependências;
  • Informes extraordinários em nossos murais de notícias e boletins eletrônicos;
  • Palestras internas com epidemiologista sobre as medidas de prevenção e controle do Coronavírus e esclarecimento de dúvidas dos colaboradores.
  • Divulgação de alerta sobre a importância do cuidado com os pacientes em tratamento contra o câncer, que, em virtude da própria doença e de alguns tratamentos, se encontram imunossuprimidos e fazem parte do grupo de maior risco.
  • A Fundação do Câncer continuará monitorando a situação e novas definições serão comunicadas de acordo com as decisões das autoridades sanitárias no decorrer da epidemia e sempre que necessárias.
  • Acompanhe novidades e informações úteis em nosso site e nas redes sociais.