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Colorretal

O câncer colorretal acomete um segmento do intestino grosso, chamado também de cólon, e o reto. A doença pode ser tratada e curada, na maioria dos casos, se for detectada precocemente e se ainda não tiver se espalhado para outros órgãos. A maioria dos tumores se origina a partir de pólipos, lesões benignas que podem crescer na parede interna do intestino grosso. A detecção precoce e a remoção dos pólipos antes que se tornem malignos é uma maneira de prevenir o aparecimento dos tumores.

Para o Brasil, estimam-se, para cada ano do triênio de 2020-2022, 20.520 casos de câncer de cólon e reto em homens e 20.470 em mulheres. Esses valores correspondem a um risco Estimado de 19,63 casos novos a cada 100 mil homens e 19,03 para cada 100 mil mulheres.

Sem considerar os tumores de pele não melanoma, o câncer de cólon e reto em homens é o segundo mais incidente nas Regiões Sudeste (28,62/100 mil) e Centro-Oeste (15,40/100 mil). Na Região Sul (25,11/100 mil), é terceiro tumor mais frequente. Enquanto nas Regiões Nordeste (8,91/100 mil) e Norte (5,27/100 mil), ocupa a quarta posição. Para as mulheres, é o segundo mais frequente nas Regiões Sudeste (26,18/100 mil) e Sul (23,65/100 mil). Nas Regiões Centro-Oeste (15,24/100 mil), Nordeste (10,79/100 mil) e Norte (6,48/100 mil) é o terceiro mais incidente.

 

São sinais de alerta: diarreia, prisão de ventre, desconforto abdominal com gases ou cólicas, sangramento nas fezes, sangramento anal e sensação de intestino cheio após a evacuação. A doença também pode causar perda de peso sem razão aparente, cansaço, fezes pastosas de cor escura, vômitos, náuseas e dores na região anal, com esforço ineficaz para evacuar.
Pessoas com mais de 50 anos, com anemia sem origem conhecida e com suspeita de perda crônica de sangue no exame de fezes, devem fazer endoscopia gastrintestinal superior e inferior.
O câncer colorretal pode ser prevenido a partir de uma dieta rica de vegetais e laticínios e pobre em gordura, principalmente a saturada. A prática regular de atividades físicas é outra forma de prevenção.
Entre os fatores de risco, estão idade superior a 50 anos, história familiar de câncer colorretal, história pessoal da doença (já ter tido câncer de ovário, útero ou mama), baixo consumo de cálcio, obesidade e sedentarismo.
Doenças inflamatórias do intestino e doenças hereditárias, como polipose adenomatosa familiar (FAP) e câncer colorretal hereditário sem polipose (HNPCC), também são fatores de risco.
Existem dois exames capazes de detectar precocemente esses tumores: pesquisa de sangue oculto nas fezes e colonoscopia (exame de imagem que vê o intestino por dentro). O primeiro deve ser realizado anualmente por pessoas com mais de 50 anos. A colonoscopia é recomendada caso o resultado da pesquisa de sangue oculto nas fezes seja positivo.
O diagnóstico requer biópsia (exame de fragmento de tecido retirado da lesão suspeita), por meio de aparelho introduzido pelo reto (endoscópio).
O tratamento poderá incluir cirurgia, quimioterapia, radioterapia e terapia biológica. A opção depende da localização da lesão e do estágio da doença.
As terapias biológicas são tratamentos sistêmicos, feitos por via oral ou venosa, que utilizam mecanismos de ação diferentes dos quimioterápicos citotóxicos tradicionais. Estes medicamentos destroem células que se dividem rapidamente ao bloquearem processos internos de divisão e crescimento, como, por exemplo, respiração celular ou divisão da célula por lesão do seu DNA. Eles interferem também com células normais do organismo que se dividem com rapidez, especialmente células do sangue, contribuindo para um maior nível de toxicidade.

No caso do tratamento dos tumores de colon e reto, já estão autorizados em nosso país o Cetuximabe, o Panitumumabe e o Bevacizumabe. As três drogas são empregadas atualmente neste grupo de neoplasias quando a doença se encontra em fase avançada e, na maioria das vezes, em associação com a quimioterapia tradicional.

Fontes: consultores médicos da Fundação do Câncer e Instituto Nacional de Câncer (Inca).
As informações apresentadas não substituem a orientação e avaliação personalizada do profissional de saúde de sua confiança – médico ou dentista.

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