Controle do Tabagismo | Fundação do Câncer
DOE AQUI

Controle do Tabagismo

O cigarro possui ao menos 70 substâncias cancerígenas – são mais de 4.700 componentes tóxicos – e seu consumo é a principal causa de câncer de pulmão, boca e faringe, além de estar associado à hipertensão e ao diabetes. Estima-se que 90% das mortes por câncer de pulmão são relacionadas ao tabagismo.

Consciente de que a prevenção é o melhor caminho no combate às doenças, a Fundação do Câncer está engajada, desde a sua criação, na luta contra o tabagismo. Participa de ações de mobilização da sociedade civil contra a indústria do tabaco e realiza campanhas sobre os males do consumo de cigarro, principalmente nas redes sociais.

Em mais de 20 anos de articulações e lutas, a instituição contribuiu para que o percentual de fumantes caísse de 32%, em 1989, para 14,7%, em 2013, o que ainda representa um mercado consumidor de cigarros de quase 21,5 milhões de dependentes. O último levantamento foi feito pelo Ministério da Saúde, Fiocruz e IBGE (Pesquisa Nacional de Saúde).

Apesar da redução do número de fumantes, a batalha pelo cumprimento e aperfeiçoamento da legislação relativa ao tema exige ações permanentes. A Fundação vem atuando, em parceria com o Inca, há mais de duas décadas, contribuindo para o desenvolvimento de políticas públicas de controle do tabaco, tais como a de ambientes 100% livres de tabaco, proibição de aditivos em produtos de tabaco, restrição de propagandas, aumento de impostos sobre os produtos, inserção e aprimoramento das imagens e advertências sanitárias nas embalagens entre outras.

As conquistas do país no combate ao fumo estão em consonância com a Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco, o primeiro tratado internacional de saúde, do qual o Brasil é um dos 168 signatários. A Convenção-Quadro prevê medidas para o controle do consumo de produtos do tabaco, entendendo que o tabagismo é uma epidemia mundial. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), um terço da população mundial é fumante e, em 2012, a dependência do tabaco foi determinante para mais de 13,7 mil mortes por dia.

Paralelamente à articulação com entidades da sociedade civil e pressão para avanço na legislação, a Fundação do Câncer vem investindo em pesquisas de monitoramento e avaliação das políticas públicas de controle do tabaco, contribuindo no planejamento das ações em nível local e nacional.

Além disso, a equipe de Promoção da Saúde da Fundação do Câncer oferece módulos de capacitação para empresas e municípios para implantação de ambientes de trabalho saudáveis (livres de tabaco). A consultoria diz respeito tanto à adequação à legislação federal, quanto à promoção da cessação do tabagismo, fazendo um diagnóstico situacional, capacitação e acompanhamento das ações.