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Cuidados Paliativos

O tratamento paliativo é fundamental para controlar os sintomas de uma doença crônica em estágio avançado e também proporcionar mais qualidade de vida ao paciente e seus familiares. No Brasil, o envelhecimento da população e o aumento da incidência de câncer tornam os doentes que carecem de cuidados paliativos uma questão de enorme impacto social e de importância crescente em termos de saúde pública. No país ainda não há uma estrutura de cuidados paliativos adequada às demandas existentes, tanto do ponto de vista quantitativo, quanto qualitativo.

A Fundação do Câncer há muito está empenhada em contribuir para melhoria deste cenário. Em 1998 deu suporte à criação do Centro de Suporte Terapêutico Oncológico, atualmente Hospital do Câncer IV (HC IV), unidade do Instituto Nacional de Câncer (Inca) exclusivamente dedicada a pacientes fora das possibilidades de cura. E, entre os projetos em andamento, estão a busca de instalações para implantação de uma unidade de cuidados paliativos na região central do Rio de Janeiro e também a construção de uma unidade modelo em terreno já adquirido para este fim, em Vargem Pequena, na zona oeste da cidade.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que, no mínimo, 80% das mortes por câncer e outras enfermidades ameaçadoras da vida correspondem a pacientes em fase terminal que se beneficiariam de cuidados paliativos. A cada grupo de 1 milhão de habitantes, cerca de 1 mil pacientes/ano necessitam de cuidados paliativos. Embora esse cálculo possa estar subestimado, por refletir apenas a necessidade de cuidado da fase terminal, ainda assim é uma boa referência sobre a necessidade dos cuidados paliativos.

No estado do Rio de Janeiro, levando-se em conta estimativas do Inca para 2014 (e válidas para 2015) – excluindo os casos de câncer de pele não melanoma – o número de pacientes necessitados de cuidados paliativos por ano, desde o diagnóstico, está em torno de 12.576 na capital e 27.816 em todo o estado. Como familiares cuidadores devem ser incluídos entre os que seriam beneficiados com esse tipo de atendimento, a demanda dobra. Ou seja, 25.152 na capital e 55.632 em todo o estado.