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Banco de Tumores

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O Banco Nacional de Tumores e DNA no Brasil (BNT) é o primeiro banco público de caráter nacional deste tipo no país. Surgiu a partir de uma iniciativa da Coordenação de Pesquisa do Instituto Nacional de Câncer (Inca), que tinha como objetivo formar a primeira rede brasileira de coleta e transferência para o Centro de Pesquisas do Instituto de amostras tumorais e de sangue de pacientes portadores dos tipos de tumores com maior incidência no país – em função de sua frequência e morbidade – para definição de seus perfis genéticos.

A construção do BNT foi gerenciada pela Fundação do Câncer e teve sua infraestrutura desenvolvida em 2004 com recursos da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e da Fundação Swiss Bridge, entidade suíça sem fins lucrativos. Uma plataforma de bioinformática foi especialmente criada para organizar e armazenar os dados do BNT, que entrou em funcionamento em 2005.

A centralização de informações permite que pesquisadores estudem o comportamento dos tumores a partir do padrão genético da população brasileira e definam diagnósticos e tratamentos com mais agilidade e segurança. A capacidade atual de armazenamento do BNT é de aproximadamente 88 mil amostras, que são doadas por pacientes submetidos a procedimentos cirúrgicos em todos os serviços médico-cirúrgicos dos hospitais do Inca.

Mais de 25 projetos aprovados pelo Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) do Inca foram realizados com amostras biológicas de pacientes matriculados na instituição, propiciando colaborações técnico-científicas com grupos de pesquisa nacionais e internacionais. Os resultados alcançados com estas pesquisas poderão contribuir de forma expressiva com as ações de prevenção e tratamento do câncer, através do aprimoramento de tecnologias voltadas ao diagnóstico da doença e à identificação de marcadores moleculares que possam servir como “alvo” para terapêuticas específicas em diversos tipos de câncer.

O desafio atual é expandir o acervo de amostras com a implantação da Rede Brasil de Biobancos, uma cooperação técnico-científica com instituições de assistência e pesquisa em câncer associadas ao BNT, localizadas em outras regiões do país.

Outra iniciativa liderada pelo BNT foi a criação da Rede de Bancos de Tumores da Aliança Latino-americana e do Caribe, cujo principal objetivo é estabelecer ações que visem à normatização de processos de biobancos – procedimentos operacionais padrão, análise de custos de amostras biológicas etc. – em instituições governamentais de atenção oncológica. Atualmente, participam dessa rede os seguintes países: Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Cuba, Equador, Peru, México e Uruguai.