polen
Nos ajude nessa causa DOE AGORA

Boca

O câncer de boca começa por meio de pequenas alterações que podem ocorrer nos lábios, língua, bochechas, assoalho (região embaixo da língua), gengivas e céu da boca. As alterações podem ser pequenos nódulos, machucados, placas e alterações de cor, com manchas e pintas, habitualmente indolores.

O número de casos novos de câncer da cavidade oral esperados para o Brasil, para cada ano do triênio 2020-2022, será de 11.180 casos em homens e de 4.010 em mulheres. Esses valores correspondem a um risco estimado de 10,69 casos novos a cada 100 mil homens, ocupando a quinta posição. Para as mulheres, corresponde a 3,71 para cada 100 mil mulheres, sendo a décima terceira mais frequente entre todos os cânceres.

Sem considerar os tumores de pele não melanoma, o câncer da cavidade oral em homens é o quinto mais frequente nas Regiões Sudeste (13,58/100 mil), Centro-Oeste (8,94/100 mil) e Nordeste (7,65/100 mil). Nas Regiões Sul (13,32/100 mil) e Norte (3,80/100 mil), ocupa a sexta posição. Para as mulheres, é o décimo primeiro mais frequente na Região Nordeste (3,75/100 mil) e o décimo segundo na Região Norte (1,69/100 mil). Já nas Regiões Sudeste (4,12/100 mil) e Centro-Oeste (2,90/100 mil), ocupa a décima terceira posição. Na Região Sul (4,08/100 mil), ocupa a décima quarta posição.

Os principais sinais de câncer de boca são:

–  Lesões na cavidade oral ou nos lábios que não cicatrizam por mais de 15 dias
–  Manchas/placas vermelhas ou esbranquiçadas na língua, gengivas, palato (céu da boca),
–  Mucosa jugal (bochecha)
–  Nódulos (caroços) no pescoço
–  Rouquidão persistente

 

Nos casos mais avançados:

–  Dificuldade de mastigação e de engolir
–  Dificuldade na fala
–  Sensação de que há algo preso na garganta

Os fatores de risco mais conhecidos são o fumo, o consumo regular de bebidas alcoólicas, o vírus HPV, sexualmente transmissível, e a exposição ao sol sem proteção. A associação entre cigarro e álcool aumenta muito o risco para câncer de boca. Uma higiene bucal deficiente, estado de dentição precário, dietas pobres em proteínas, vitaminas e minerais e ricas em gorduras também estão relacionadas à doença.

O recomendado é realizar o autoexame, após a higiene bucal em frente ao espelho, com a língua para fora, passando o dedo indicador nas bochechas, língua, gengiva e lábios. Em casos de lesões que permanecem sem cicatrização durante até 15 dias, deve-se procurar um médico ou dentista para a realização do exame completo da boca.

Esses profissionais podem verificar a boca e procurar por lesões esbranquiçadas ou avermelhadas. Caso uma lesão seja encontrada, a biópsia é a maneira segura de diagnosticar o câncer. Alguns testes e exames ajudam o profissional de saúde a descobrir se o câncer se espalhou.

Geralmente a cirurgia é indispensável, seguida de um tratamento de quimioterapia ou radioterapia. A cirurgia é considerada o método básico para tratar o câncer de boca, assim como a radioterapia. Alguns tratamentos fazem uso da cirurgia e da radioterapia ou quimioterapia em conjunto.

Fontes: consultores médicos da Fundação do Câncer e Instituto Nacional de Câncer (Inca).
As informações apresentadas não substituem a orientação e avaliação personalizada do profissional de saúde de sua confiança – médico ou dentista.

Nos ajude nessa causa

Você pode ajudar a Fundação do Câncer com doações financeiras para os projetos de combate ao câncer ou através da divulgação das iniciativas da instituição nas redes sociais.