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Boca

O câncer de boca começa por meio de pequenas alterações que podem ocorrer nos lábios, língua, bochechas, assoalho (região embaixo da língua), gengivas e céu da boca. As alterações podem ser pequenos nódulos, machucados, placas e alterações de cor, com manchas e pintas, habitualmente indolores.

Para o Brasil, estimam-se 11.200 casos novos de câncer da cavidade oral em homens e 3.500 em mulheres para cada ano do biênio 2018-2019. Esses valores correspondem a um risco estimado de 10,86 casos novos a cada 100 mil homens, ocupando a quinta posição; e de 3,28 para cada 100 mil mulheres, sendo o 12º mais frequente entre todos os cânceres.

Sem considerar os tumores de pele não melanoma, o câncer da cavidade oral em homens é o quarto mais frequente na Região Sudeste (13,77/100 mil). Nas Regiões Centro-Oeste (9,72/100 mil) e Nordeste (6,72/100 mil), ocupa a quinta posição. Nas Regiões Sul (15,40/100 mil) e Norte (3,59/100 mil), ocupa a sexta posição. Para as mulheres, é o 11º mais frequente na Região Nordeste (3,12/100 mil). Nas Regiões Centro-Oeste (2,96/100 mil) e Norte (1,78/100 mil), é o 12º mais frequente. Nas Regiões Sudeste (3,64/100 mil) e Sul (3,59/100 mil), ocupa a 13ª e 15ª posições, respectivamente

Os principais sinais de câncer de boca são:

–  Lesões na cavidade oral ou nos lábios que não cicatrizam por mais de 15 dias
–  Manchas/placas vermelhas ou esbranquiçadas na língua, gengivas, palato (céu da boca),
–  Mucosa jugal (bochecha)
–  Nódulos (caroços) no pescoço
–  Rouquidão persistente

 

Nos casos mais avançados:

–  Dificuldade de mastigação e de engolir
–  Dificuldade na fala
–  Sensação de que há algo preso na garganta

Os fatores de risco mais conhecidos são o fumo, o consumo regular de bebidas alcoólicas, o vírus HPV, sexualmente transmissível, e a exposição ao sol sem proteção. A associação entre cigarro e álcool aumenta muito o risco para câncer de boca. Uma higiene bucal deficiente, estado de dentição precário, dietas pobres em proteínas, vitaminas e minerais e ricas em gorduras também estão relacionadas à doença.

O recomendado é realizar o autoexame, após a higiene bucal em frente ao espelho, com a língua para fora, passando o dedo indicador nas bochechas, língua, gengiva e lábios. Em casos de lesões que permanecem sem cicatrização durante até 15 dias, deve-se procurar um médico ou dentista para a realização do exame completo da boca.

Esses profissionais podem verificar a boca e procurar por lesões esbranquiçadas ou avermelhadas. Caso uma lesão seja encontrada, a biópsia é a maneira segura de diagnosticar o câncer. Alguns testes e exames ajudam o profissional de saúde a descobrir se o câncer se espalhou.

Geralmente a cirurgia é indispensável, seguida de um tratamento de quimioterapia ou radioterapia. A cirurgia é considerada o método básico para tratar o câncer de boca, assim como a radioterapia. Alguns tratamentos fazem uso da cirurgia e da radioterapia ou quimioterapia em conjunto.

Fontes: consultores médicos da Fundação do Câncer e Instituto Nacional de Câncer (Inca).
As informações apresentadas não substituem a orientação e avaliação personalizada do profissional de saúde de sua confiança – médico ou dentista.

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