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Tireoide

A tireoide é uma glândula do sistema endócrino responsável pela produção de hormônios que agem no controle de diversos órgãos do corpo humano. A doença tem, em média, 95% chances de cura, desde que diagnosticada precocemente e o paciente receba acompanhamento médico por pelo menos cinco anos após a retirada da glândula.

Tumores da tireoide são, em sua grande maioria, doenças de evolução lenta e que, hoje em dia, permitem intervenções curativas, seja pela ação da cirurgia isolada, seja pela combinação da cirurgia com outros tratamentos. Apenas 5% dos tumores malignos de tireoide, chamados de tumores anaplásicos ou indiferenciados, têm uma evolução muito rápida, com sobrevida média de 5 meses. Novos medicamentos vêm sendo utilizados com sucesso para o caso da doença já ter se espalhado para outros órgãos (metástases).

Para o Brasil, estimam-se 1.570 casos novos de câncer de tireoide no sexo masculino e 8.040 para o sexo feminino, para cada ano do biênio 2018-2019, com um risco estimado de 1,49 casos a cada 100 mil homens e 7,57 casos a cada 100 mil mulheres, ocupando a 13ª e quinta posições, respectivamente.

Sem considerar os tumores de pele não melanoma, o câncer de tireoide em homens ocupa a 12º posição na Região Nordeste (1,76/100 mil). Nas Regiões Sul (2,55/100 mil) e Centro-Oeste (1,76/100 mil), ocupa a 13ª posição; enquanto, nas Regiões Sudeste (1,24/100 mil) e Norte (0,53/100 mil), é o 14º mais frequente. Nas mulheres, é o quinto mais frequente nas Regiões Sudeste (9,75/100 mil) e Nordeste (7,55/100 mil). Na Região Centro-Oeste (5,97/100 mil), é o sexto mais frequente. Já na Região Norte (2,80/100 mil), ocupa a nona posição; enquanto, na Região Sul (4,91/100 mil), ocupa a 13ª posição.

A presença de nódulo na área central e inferior do pescoço deve ser motivo de atenção, principalmente quando a pessoa fez tratamento de radioterapia que tenha atingido a região ou quando há história de caso na família. A associação de nódulo a gânglios linfáticos aumentados e/ ou rouquidão também pode apontar para a possibilidade de tumor maligno.

Não há evidências estabelecidas sobre prevenção do tumor de tireoide. Porém, a exposição da tireoide à radiação ionizante na infância é o fator de risco mais associado a esse tipo de câncer. As radiações ionizantes são aquelas que alteram os íons do nosso organismo, seja por bomba atômica, seja por acidentes em usinas nucleares com vazamento de radiação para o meio externo ou em radioterapia. Crianças submetidas à radioterapia para tratamento de alguns tipos de tumores no timo, por exemplo, estão sujeitas a desenvolver a doença numa fase mais avançada da vida.

É boato que exames de imagem como raio-X e ultrassom possam causar tumores. A hereditariedade é a causa de 30% dos carcinomas medulares, tipo de câncer de tireoide que representa apenas 5% dos casos.

Hoje em dia, o maior acesso a exames de imagem permite que sejam feitos mais diagnósticos de nódulos tireoidianos, cuja positividade para o diagnóstico de câncer deverá sempre ser confirmada pela biópsia.

A cirurgia (tireoidectomia) é a linha de frente do tratamento. Os pacientes podem ser submetidos à retirada total ou parcial da tireoide. A pessoa que remove completamente a tireoide precisará ser tratada com reposição hormonal contínua.

Aqueles que após a cirurgia ainda têm doença residual ou mais agressiva poderão ser submetidos a um tratamento complementar com iodo radioativo.

Quando a molécula de iodo é submetida a um processo que a deixa radioativa, ela tem a capacidade de ser captada por células doentes que possam ter restado e destruí-las.

Fontes: consultores médicos da Fundação do Câncer e Instituto Nacional de Câncer (Inca).
As informações apresentadas não substituem a orientação e avaliação personalizada do profissional de saúde de sua confiança – médico ou dentista.

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