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Pele

Tipo mais incidente na população brasileira, o câncer de pele não melanoma tem bom prognóstico, com altas taxas de cura se tratado de forma precoce e adequada. A demora no diagnóstico pode acarretar agravamentos no quadro de saúde, ulcerações na pele e até deformidades físicas graves. A exposição ao sol sem proteção é a principal causa da doença, que se manifesta majoritariamente em pessoas com mais de 40 anos e de pele clara, sensível à ação dos raios solares, ou com doenças cutâneas prévias.
Já o câncer de pele melanoma corresponde a apenas 4% das neoplasias malignas do órgão, porém é o mais grave devido à sua alta possibilidade de se disseminar à distância (metástase).

O câncer de pele não melanoma é o tipo de câncer mais incidente na população brasileira. Estima-se que a doença represente 29% de todos os tumores malignos registrados no Brasil. Entre os tumores malignos registrados no Brasil. Entre os tumores de pele, o não melanoma é o de mais baixa mortalidade.

Para o Brasil, estimam-se 85.170 casos novos de câncer de pele não melanoma entre homens e 80.410 nas mulheres para cada ano do biênio 2018-2019. Esses valores correspondem a um risco estimado de 82,53 casos novos a cada 100 mil homens e 75,84 para cada 100 mil mulheres.

O câncer de pele não melanoma é o mais incidente em homens nas Regiões Sul (160,08/100 mil), Sudeste (89,80/100 mil) e Centro-Oeste (69,27/100 mil). Nas demais Regiões, Nordeste (53,75/100 mil) e Norte (23,74/100 mil), encontra-se na segunda posição. Entre as mulheres, é o mais incidente em todas as Regiões do país, com um risco estimado de 97,46/100 mil na Região Sul; 95,16/100 mil na Sudeste; 92,66/100 mil na Região Centro-Oeste; 45,59/100 mil na Região Nordeste; e 27,71/100 mil na Região Norte (Tabelas 4122227 e 32).

Quanto ao melanoma, sua letalidade é elevada, porém sua incidência é baixa (2.920 casos novos em homens e 3.340 casos novos em mulheres). As maiores taxas estimadas em homens e mulheres encontram-se na Região Sul

Pele não melanoma – Feridas na pele cuja cicatrização demore mais de quatro semanas, variação na cor de sinais pré-existentes, manchas que coçam, ardem, descamam ou sangram. Nesses casos, deve-se procurar o mais rápido possível o médico dermatologista.
Pele melanoma – O melanoma pode surgir a partir da pele normal ou de uma lesão pigmentada. A manifestação da doença na pele normal se dá após o aparecimento de uma pinta escura de bordas irregulares acompanhada de coceira e descamação. Em casos de uma lesão pigmentada pré-existente, ocorre aumento no tamanho, alteração na coloração e na forma da lesão, que passa a apresentar bordas irregulares.

Os tumores de pele podem ser prevenidos evitando-se a exposição ao sol no horário das 10h às 16h, já que os raios ultravioletas são mais intensos nesse período e o maior fator de risco para seu surgimento são queimaduras causadas pelo sol. Deve-se usar chapéu, guarda-sol, óculos escuros e filtros solares com fator de proteção 15 ou superior diariamente, mesmo em outros horários.
A exposição a agentes químicos (arsênico) e a radiação ionizante, processo irritativo crônico (úlcera de Marjolin), genodermatoses (xeroderma pigmentosum, etc.) são outros fatores de risco do câncer de pele não melanoma. Este câncer é mais comum em adultos, com picos de incidência por volta dos 40 anos. A média de idades dos pacientes vem diminuindo, porém, com a constante exposição de jovens aos raios solares.
Outros fatores de risco são pele clara, história prévia de câncer de pele, história familiar de melanoma, nevo congênito (pinta escura), maturidade (após 15 anos de idade, a propensão para câncer de pele melanoma aumenta) e nevo displásico (lesões escuras da pele com alterações celulares pré-cancerosas).

Câncer de pele não melanoma – Há dois tipos: o carcinoma basocelular, uma lesão maligna com origem na camada mais profunda da epiderme (parte exterior da pele) que constitui 70% dos casos e é o tipo menos agressivo (praticamente inexiste possibilidade de disseminação à distância); e o carcinoma epidermoide, que surge nas regiões expostas ao sol, e é mais perigoso do que o basocelular.
O carcinoma basocelular é diagnosticado através de uma ferida ou nódulo, e se desenvolve lentamente. Já o carcinoma epidermoide surge com uma ferida que evolui rapidamente, apresentando secreção e coceira. A maior gravidade dele é porque pode se espalhar para outros órgãos.

Câncer de pele melanoma – Lesões que variam do castanho-claro passando por várias tonalidades até chegar à cor negra. Pode ainda apresentar área com despigmentação. Os sinais crescem e se alteram de forma progressiva no sentido horizontal ou vertical. Em alguns casos, podem se formar nódulos visíveis e palpáveis.

Câncer de pele não melanoma – A cirurgia é o tratamento mais indicado. O carcinoma basocelular de pequena extensão pode ser tratado com pomada ou radioterapia. O carcinoma epidermoide exige, geralmente, combinação de cirurgia e radioterapia.

Câncer de pele melanoma – A cirurgia é o tratamento mais usual. Dependendo do estágio da doença, a radioterapia e quimioterapia também podem ser utilizadas. O melanoma é incurável na maioria dos casos quando ocorre metástase, ou seja, o câncer já se espalhou para outros órgãos. O tratamento para a doença avançada tem o objetivo de atenuar os sintomas e melhorar a qualidade de vida do paciente.

Fontes: consultores médicos da Fundação do Câncer e Instituto Nacional de Câncer (Inca).
As informações apresentadas não substituem a orientação e avaliação personalizada do profissional de saúde de sua confiança – médico ou dentista.