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Preocupada em esclarecer a população sobre a vacinação de pacientes em tratamento de câncer contra a covid-19, a Fundação do Câncer preparou um guia de orientações que podem responder as principais dúvidas de quem está com a doença ou têm familiares e amigos vivendo esta situação.

Quais as vacinas disponíveis hoje no Brasil contra a Covid-19?

As vacinas disponíveis hoje no Brasil são aplicadas em duas doses: a CoronaVac e a de Oxford/AstraZeneca/Fiocruz.

A primeira foi desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac em parceria com o Instituto Butatan. É feita com vírus inativado, uma metodologia tradicional desenvolvida há cerca de 70 anos, sendo utilizada em outros imunizantes, como as vacinas da gripe e hepatite A. O intervalo entre doses é de, no máximo, 28 dias.

A vacina de Oxford, produzida pela AstraZeneca e distribuída em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), é composta por um adenovírus e quando aplicada coloca no organismo moléculas que provocam resposta imunológica ao SARS-CoV-2. Essa tecnologia empregada é mais recente e moderna. Neste caso, o intervalo entre doses é de 90 dias, em média.

Pacientes de câncer devem ser vacinados?

Em geral sim. Os dados mostram que os pacientes com câncer apresentam alto risco de contrair o vírus da Covid-19. Disponibilizar vacinas altamente eficazes para essas populações será importante para salvar vidas. Pacientes de câncer devem ser incluídos nos grupos prioritários de vacinação de combate a doença. Isso é o que indica uma robusta análise de pesquisadores de renomados centros de pesquisa, como as Universidades da Pennsylvania, na Philadelphia e a Johns Hopkins, publicada na Revista da Associação Americana de Pesquisa do Câncer. Portanto, a vacinação em massa e em grupos que tenham necessidades específicas, como os pacientes com câncer, precisam ser protegidos e imunizados prioritariamente. Mas há exceções para alguns grupos de pacientes.

Quais pacientes de câncer não devem ser vacinados?

A Fundação do Câncer recomenda a avaliação do médico que está acompanhando o paciente, para avaliar o seu quadro clínico. Pacientes que acabaram de passar por transplantes, recebem terapia imunossupressora devem adiar a vacina. O ideal é pelo menos três meses, após terem completado o tratamento. Essa recomendação é baseada em dados de outras vacinas que tiveram eficácia limitada durante os períodos de imunossupressão.

Existem pesquisas já prontas sobre a eficácia da vacina em pacientes com câncer?

Já existem grupos de pesquisa debruçados sobre esta questão. Todos querem saber a resposta à pergunta: como estes pacientes respondem a essas vacinas? Mas muitas análises ainda precisam ser feitas, inclusive para desvendar como as vacinas funcionam em pessoas com tipos específicos da doença e nas que recebem quimioterapias.

Pacientes imunossuprimidos devem ser vacinados?

Reiteramos que os médicos responsáveis pelo tratamento do paciente a ser vacinado devem ser consultados. Pessoas em tratamento ou planejamento deste, principalmente a quimioterapia, que estejam com os glóbulos brancos em baixa, devem aguardar. Deve-se aplicar a vacina duas semanas antes ou duas depois do recebimento de quimioterapia pelo organismo. Sendo que a recomendação deve ser avaliada individualmente por cada médico, segundo o quadro de cada paciente. Pacientes passando por radioterapia não precisam atrasar a vacina ou as sessões. Basta que o médico autorize e pode se vacinar.

Quem tem cirurgia agendada deve se vacinar?

O ideal é que os pacientes sejam vacinados, sempre com orientação médica dias antes ou dias depois do procedimento. Os pacientes que têm transplantes de medula planejado precisam ter seu caso especificamente estudado e se vacinar com autorização médica.

A eficácia da vacina é menor para pacientes com câncer?

A eficácia da vacina pode ser menor em pacientes com câncer devido à imunossupressão que a doença provoca. Mas mesmo que seja uma eficácia de 50%, ainda assim será um grande benefício. E prevenir o contágio não é o único objetivo. Evitar complicações trazidas pela infecção é algo fundamental e o imunizante faz isso.

Especialistas da Fundação do Câncer reiteram que a vacinação deve levar em conta a situação de saúde e a questão da transmissão do vírus. Os dados atuais sugerem que os pacientes com neoplasias hematológicas têm respostas imunológicas limitadas à covid-19. Pacientes que não apresentarem uma forte resposta imunológica contra SARS-COV2 possivelmente irão disseminar o vírus por mais tempo e serão uma fonte de exposição não intencional, infectando outras pessoas.

Como está o registro de mortalidade neste grupo da população?

Estudos de diferentes partes do mundo, que incluem observações sobre Wuhan/China, Nova York e Louisiana/EUA e Europa, confirmam maior risco de doença grave e mortalidade de covid-19 em pacientes com câncer. A Fundação do Câncer está acompanhando análises e ações com interesse e alertando publicamente para que estas evidências científicas sejam levadas em consideração.

O número de casos está em alta. O que fazer?

Os números de casos da Covid-19 no Brasil voltaram a subir, fazendo crescer o receio entre a população. A enxurrada de dúvidas, que agora retorna com a onda crescente de casos, traz insegurança e mais uma questão: a necessidade de estruturar-se psicologicamente. Especialistas recomendam que os pacientes oncológicos neste cenário tenham confiança nas equipes de saúde para levar todas as dúvidas a elas. Conversar com a equipe assistencial só ajuda o paciente, os familiares e acompanhantes a terem mais segurança. Cercar de apoio o doente no momento de receio, facilita todo o processo de tratamento.

Quais os cuidados com o tratamento por conta da pandemia?

Os pacientes em tratamento do câncer, por exemplo, podem ter a imunidade comprometida e necessitam de cuidados especiais, já que se tornam um risco para a ação do novo coronavírus. Os cuidados para o paciente oncológico devem ser redobrados, mas é melhor conversar com o médico e ser bem orientado quanto a questão segurança e tratamento. Há muitos casos de pacientes que pensam em deixar de ir às consultas, mas isso não é razoável. Os riscos de agravamento do quadro, podem resultar em metástases e complicações para quem abandona o tratamento.

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