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A infecção por alguns tipos de vírus elevam o risco para câncer.

  • A infecção crônica pelo vírus da hepatite B e C está relacionada com a maioria dos casos de câncer de fígado. Estudos mundiais mostram que apenas 30% dos pacientes com este tipo de câncer não tinham marcadores nem para hepatite B nem para hepatite C.
  • Infecção pelo herpesvírus tipo II e papilomavírus humano, conhecido como HPV, está associada ao câncer do cólo do útero nas mulheres.
  • Infecção por H pylori a longo prazo é o principal fator de risco para câncer de estômago e pode ser responsável por 60% dos casos no mundo.
  • Infecção pelo HIV (Human Immunodeficiency Virus), que, associado a outros tipos, como o citomegalovírus e os herpesvírus I e II, pode desencadear o aparecimento de sarcoma de Kaposi, câncer de língua e de reto.
  • Infecção por HTLV-I, associado às leucemias e ao linfoma de linfócitos T.

Algumas dessas infecções são transmitidas através do contato com líquidos corpóreos, como secreções vaginais, sêmen e sangue.

Proteja-se contra o HPV e hepatite B

Estudos científicos mostram que a vacina contra o HPV é 100% eficaz na prevenção de lesões causadoras de câncer de colo do útero de origem viral. Em 2014, a rede de saúde pública (SUS) passou a disponibilizar vacina contra HPV para meninas de 11 a 13 anos. A partir de 2015, começou também a ser oferecida para meninas de 9 a 11 anos.

Outra medida importante que as mulheres podem tomar para a prevenção do câncer de colo do útero é a realização periódica do exame preventivo, conhecido como Papanicolau, durante as consultas regulares ao ginecologista. Através dele, é possível identificar e tratar lesões precursoras desse tipo da doença.

A vacina contra a hepatite B, associada aos casos de câncer de fígado, também faz parte do calendário de vacinação da criança, do adolescente e do adulto e está disponível no SUS. Todo recém-nascido deve receber a primeira dose, preferencialmente nas primeiras 12 horas de vida. Além disso, também devem ser vacinados profissionais que atuam na área da saúde, coletores de lixo hospitalar e domiciliar, manicures, pedicures, podólogos, parceiros sexuais de portadores de hepatite B, entre outros.

O uso do preservativo é um método muito eficaz para prevenção de doenças sexualmente transmissíveis. Tendo em vista que os vírus da hepatite B e C, relacionados ao câncer do fígado, e o do HPV, ao câncer de colo do útero, são transmitidos através do contato íntimo, a camisinha deve estar sempre presente nas relações sexuais, mesmo nos relacionamentos considerados estáveis.

Tenha hábitos sexuais saudáveis

O uso do preservativo é o método mais eficaz para prevenção de doenças sexualmente transmissíveis, inclusive do contágio pelo vírus do HPV, diretamente associado ao câncer de colo do útero. No entanto, outras características no comportamento sexual também aumentam o risco de câncer do colo uterino, como a promiscuidade sexual, a falta de higiene, a precocidade do início da vida sexual (antes dos 18 anos) e a variedade de parceiros.

Fontes: consultores da Fundação do Câncer, Instituto Nacional de Câncer (Inca), Agência Internacional de Pesquisa sobre Câncer (IARC) e Organização Mundial da Saúde (OMS).