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Estimativas

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Estimativa do número de casos novos, em homens, Brasil, 2016

Localização PrimáriaCasos Novos%
Próstata61.20028,6%
Traqueia, Brônquio e Pulmão17.3308,1%
Cólon e Reto16.6607,8%
Estômago12.9206,0%
Cavidade Oral11.1405,2%
Esôfago7.9503,7%
Bexiga7.2003,4%
Laringe6.3603,0%
Leucemias5.5402,6%
Sistema Nervoso Central5.4402,5%
Linfoma não Hodgkin5.2102,4%
Pele Melanoma3.0001,4%
Linfoma de Hodgkin1.4600,7%
Glândula Tireoide1.0900,5%
Todas as Neoplasias sem pele*214.350
Todas as Neoplasias295.200
*Todas as neoplasias, exceto pele não melanoma
Fonte: MS / Inca / Estimativa de Câncer no Brasil, 2016

Estimativa do número de casos novos, em mulheres, Brasil, 2016

Localização PrimáriaCasos Novos%
Mama feminina57.96028,1%
Cólon e Reto17.6208,6%
Colo do Útero16.3407,9%
Traqueia, Brônquio e Pulmão10.8905,3%
Estômago7.6003,7%
Corpo do Útero6.9503,4%
Ovário6.1503,0%
Glândula Tireoide5.8702,9%
Linfoma não Hodgkin5.0302,4%
Sistema Nervoso Central4.8302,3%
Leucemias4.5302,2%
Cavidade Oral4.3502,1%
Esôfago2.8601,4%
Pele Melanoma2.6701,3%
Bexiga2.4701,2%
Linfoma de Hodgkin1.0100.5%
Laringe9900,5%
Todas as Neoplasias sem pele*205.960
Todas as Neoplasias300.870
*Todas as neoplasias, exceto pele não melanoma
Fonte: MS / Inca / Estimativa de Câncer no Brasil, 2016

• Estudos apontam fortes evidências entre o excesso de peso e o desenvolvimento dos seguintes tipos de cânceres: cólon e reto; mama (na pós-menopausa), ovário, próstata, esôfago, pâncreas, rim, corpo do útero, vesícula biliar, e fígado. Os quatro primeiros estão na lista dos mais incidentes no Brasil.

• As carnes processadas podem causar câncer em razão do procedimento industrial a que são submetidas como salga, defumação, cura e adição de conservantes.

• Conservantes como nitritos e nitratos, adicionados aos embutidos, quando chegam ao estômago transformam-se em nitrosaminas, substâncias cancerígenas responsáveis por alterações celulares que podem levar ao desenvolvimento de câncer. Já os defumados, além destes compostos, contêm hidrocarbonetos policíclicos aromáticos e alcatrão, o mesmo encontrado na fumaça do cigarro, e que tem ação carcinogênica conhecida.

• O tabagismo tem relação com vários tipos de câncer (pulmão, cavidade oral, laringe, faringe, esôfago, estômago, pâncreas, fígado, rim, bexiga, colo do útero, leucemias).

• O tabagismo é responsável por cerca de 30% das mortes por câncer.

• O principal câncer associado ao tabagismo é o de pulmão. Fumantes chegam a ter 20 vezes mais chances de ter este tipo de câncer que não fumantes, 10 vezes mais chances de ter câncer de laringe e de duas a cinco vezes mais chances de desenvolver câncer de esôfago.

• A redução de doenças tabaco-relacionadas, como o câncer, só pode ser observada após décadas de retirada da exposição ao fator de risco. Entretanto, já é possível observar, em homens, tendência à redução da incidência e da mortalidade por câncer de pulmão no Brasil.

• De acordo com a Organização Mundial da Saúde, câncer de pulmão, mesotelioma (tumor do tecido que reveste o pulmão, estômago, coração e outros órgãos) e câncer de bexiga estão entre os mais comuns tipos de câncer relacionados ao trabalho. Cânceres de pulmão e de bexiga estão entre os 10 mais incidentes no Brasil.

• Há evidências de que o uso de agrotóxicos está associado ao aumento do risco de câncer de próstata, principalmente de tumores mais agressivos. O câncer de próstata é o mais incidente entre os homens brasileiros.

• O amianto pode se acumular no ovário de mulheres expostas à substância, aumentando o risco de desenvolver câncer. Entre as brasileiras, o câncer de ovário está em 7º lugar no ranking nacional. Na região Centro-Oeste, aparece como o quinto mais incidente. Além do amianto, é possível citar as radiações ionizantes, a reposição hormonal e o tabagismo, como explicações para esse câncer alcançar esse patamar no Brasil.

• O Brasil está entre os cinco maiores produtores de amianto do mundo.

• Existem hoje, no Brasil, 30 Registros de Câncer de Base Populacional (RCBP) implantados e em atividade (a maioria em capitais). Destes, 26 possuem informações consolidadas, isto é, pelo menos um ano de base de dados disponível, cobrindo aproximadamente 25% da população brasileira.

Fonte: Estimativa 2016 – Incidência de Câncer no Brasil