Novembro azul: especialista esclarece mitos e verdades sobre o câncer de próstata | Fundação do Câncer
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Novembro azul: especialista esclarece mitos e verdades sobre o câncer de próstata

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Médico urologista Valter Javaroni, do Hospital Fundação do Câncer, esclarece as principais dúvidas sobre um dos tipos de câncer que mais acomete homens

 

Neste mês, a Fundação do Câncer promove mais uma ação de conscientização: o Novembro Azul. A campanha, que reforça o Programa Nacional de Controle do Câncer, que estabelece e mantém uma política de prevenção, diagnóstico precoce e assistência homogênea para o país – já que a doença é considerada um problema de saúde pública e sua incidência no mundo cresceu 20% na última década*. “Com a ação, buscamos aumentar o número de homens que valorizem a manutenção da saúde, entendendo que precisam se cuidar mais”, afirma Valter Javaroni, médico urologista do Hospital Fundação do Câncer e porta-voz para a campanha Novembro Azul.

Para o especialista, alguns motivos distanciam o sexo masculino do consultório. “A principal razão é o desconhecimento. Muitos homens nem sabem onde a próstata fica, as doenças que podem surgir na glândula, acham que o exame de toque é doloroso e que se descobrirem algum problema na próstata, terão impotência sexual…”, diz. Daí a importância de consultar um urologista, que é o profissional mais indicado para esclarecer aspectos importantes da saúde do homem, inclusive pontos normalmente negligenciados por outras especialidades, como a sexualidade e a fertilidade. A seguir, Dr. Javaroni aponta alguns mitos ou verdades em relação ao segundo tipo de câncer mais comum no sexo masculino:

 

“O câncer de próstata tem forte fator genético”

Mito ( ) Verdade (X)

“Há cada vez mais informações que confirmam a relação entre câncer de próstata e fatores genéticos”, afirma Dr. Javaroni. Apesar de a Sociedade Brasileira de Urologia recomendar, desde 2013, que homens com parentes de primeiro grau com câncer de próstata ou de mama e homens da raça negra comecem o rastreamento da doença aos 45 anos, alguns especialistas preferem iniciar a prevenção em pacientes do grupo de maior risco a partir dos 40. Os demais podem começar aos 50 – ainda que cerca de três quartos dos casos no mundo ocorrem só a partir dos 65 anos. Além do fator genético, a enfermidade também está ligada a questões ambientais e ao envelhecimento.

 

“O exame de toque pode ser substituído pelo exame PSA”

Mito (X) Verdade ( )

A dosagem do PSA (antígeno prostático específico) no sangue complementa a informação obtida na conversa com o médico e no exame físico, como o de toque. “Estudos demonstram que o toque retal e a dosagem de PSA contribuem sinergicamente para identificar homens que necessitam de biópsia da próstata”, diz Dr. Javaroni. O urologista recomenda que a investigação física seja realizada desde a primeira consulta do paciente. Vale lembrar que o exame de toque retal é importante para identificar outras anomalias, como hemorroidas, fissuras, presença de pólipos e hiperplasia benigna.

 

“Há cura para o câncer de próstata”

Mito ( ) Verdade (X)

“É possível curar o câncer da próstata desde que ele seja diagnosticado precocemente, enquanto a doença ainda não se espalhou para além da glândula”, afirma Dr. Javaroni. O grande problema é que, na fase inicial, esse tipo de câncer é totalmente assintomático. Daí a importância dos exames periódicos, que identificam o tumor enquanto ele pode ser curado. Já em caso de diagnóstico em estágio de metástase (quando outros órgãos são atingidos), as chances de reverter o quadro são baixas.

 

“Quem opera a próstata fica sexualmente impotente”

Mito (X) Verdade ( )

Nem sempre é assim, mas a prevalência dessa complicação é alta: alguns estudos mostram que até 60% dos homens apresentam disfunção erétil após a prostatectomia radical, cirurgia para tratar o câncer da próstata. “Como o objetivo do procedimento é remover completamente o tumor, em certas situações, pode haver lesão parcial ou total dos feixes vásculo-nervosos, provocando dificuldade de ereção”, explica o especialista. Entretanto, ele esclarece sempre haver tratamento para restabelecer a vida sexual do homem que identificou e tratou o câncer da próstata.

Esses e outros mitos e verdade podem ser acessados em: https://www.cancer.org.br/mitos-e-verdades-sobre-cancer-de-prostata/

 

Parceiros unidos pela conscientização

As redes de lojas Armadillo e Granado se uniram à Fundação do Câncer durante o mês de novembro para incentivar a conscientização sobre a saúde do homem. As marcas tiveram produtos com parte das suas vendas revertidas em doações. Na Armadillo, o item selecionado será a calça modelo New Chino Arpoador. Já na Granado, o kit Essenciais do Atleta, composto por sabonete em barra, desodorante roll-on, desodorante aerossol para os pés e gel relaxante anticansaço, foi escolhido para participar da ação. A concessionária Ecoponte, por sua vez, veiculou a campanha em seus painéis informativos, com o objetivo de atingir os mais de 13,5 milhões de pessoas que circulam mensalmente pela Ponte Rio-Niterói.

“Por meio da campanha, buscamos conscientizar os milhares de usuários que passam pela ponte e que, por muitos motivos, podem esquecer de cuidar da própria saúde. O tema é importante, por isso nos engajamos em campanhas como essa”, afirma Gerson Silva, coordenador de sustentabilidade da Ecoponte.

 

Dr. Valter Javaroni, médico urologista do Hospital Fundação do Câncer, com Antônio Colombo Vitagliano, presidente do Rotary Club de São Cristóvão

 

Além da concessionária, o Rotary Clube de São Cristóvão também se uniu à causa. Ambos os parceiros receberam o Dr. Valter Javaroni, urologista do Hospital Fundação do Câncer, para uma palestra sobre prevenção e tratamento da doença, dirigida a seus funcionários. De acordo com o médico, a prevenção da doença é importante porque todos os homens sofrem com alterações na próstata com o passar do tempo. “É uma doença frequente, maligna, mas que pode ser curada quando identificada logo no início. Como na fase inicial não há sintomas, apenas quem faz exames periódicos pode ser curado”, comenta. 

 

*Dado da ONG World Cancer Research Fund (WCRF)