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Estadiamento dos tumores malignos da infância para os registros de câncer

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Consenso de Toronto é publicado no Brasil 
  • Publicação é resultado de consenso entre especialistas mundiais e traz padronização para registros de câncer
  • Versão em português será utilizada também em Portugal

 Rio de Janeiro, 22 de Maio de 2019 – O Instituto Desiderata, que há 15 anos desenvolve soluções para a saúde pública de crianças e adolescentes no Rio de Janeiro, publicou a primeira tradução do Consenso de Toronto em Língua Portuguesa, realizada pelo Inca em parceria com Fundação do Câncer e SOBOPE. O manual propõe uma padronização para a classificação da extensão dos 16 principais tumores malignos infantis e foi criado em Toronto, entre 2014 e 2015, por especialistas mundiais na área.

A tradução do material foi realizada pelas pesquisadoras Beatriz de Camargo, Nathalia Balmant, Marceli de Oliveira Santos (INCA) e Rejane de Souza Reis (Fundação do Câncer). O objetivo é que o Consenso também seja utilizado no Brasil para a padronização de informações nos Registros Hospitalares de Câncer (RHC), que reúnem informações da assistência prestada ao paciente no hospital.

“Informações homogêneas do estadiamento são fundamentais para entender o quão precoce estão sendo tratados os tumores e planejar ações e políticas públicas específicas para o câncer infantojuvenil”, afirma a diretora Executiva do Desiderata, Roberta Costa Marques. “Para que a vigilância do câncer infantojuvenil na rede pública aconteça da melhor forma, é fundamental padronizar a forma pela qual ele é descrito pelos registradores nos hospitais”, afirma.

O material foi lançado em um evento realizado no Centro de Pesquisas do Inca, no Rio de Janeiro. Lindsay Frasier, professora da Escola de Medicina de Harvard e de Epidemiologia da Escola de Saúde Pública de Harvard e uma das especialistas que participou da elaboração do Consenso, apresentou duas palestras durante o evento: uma sobre a incidência, sobrevida e mortalidade do câncer infantil no mundo e outra sobre o estadiamento do Consenso de Toronto e os desafios de sua implementação na Austrália.

Profissionais da área de oncologia pediátrica de nove estados brasileiros estiveram presentes no encontro – Minas Gerais, Distrito Federal, Ceará, Pernambuco, Mato Grosso, São Paulo, Goiás, Paraná e Sergipe – e já demonstraram interesse em aplicar a padronização em seus locais de trabalho. “O Consenso de Toronto é muito importante para a oncologia pediátrica por permitir, em um futuro breve, a comparação de dados dos registros de câncer nos diferentes estados e entre os países, potencializando a produção de informações globais”, afirma a gerente de Saúde do Desiderata, Laurenice Pires. “Isso é fundamental para estudos epidemiológicos e não substitui ou conflita com os estadiamentos utilizados na clínica”, diz.

Para Laurenice, apoiar o Incaé fundamental para que o Consenso seja uma realidade em cada registro de câncer brasileiro. Fora do Brasil, outros países de língua portuguesa já demonstraram interesse na versão que acaba de ser publicada pelo Desiderata. Portugal tem destaque nesse grupo: já está confirmada a impressão e utilização no país.

 

Fonte: Fórum Intersetorial de Combate às DCNT’s no Brasil – 5/06/2019