Zimbrão | Fundação do Câncer
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Zimbrão

Recebi o diagnóstico de câncer em um dos testículos numa segunda-feira e na quarta-feira seguinte já estava na mesa de cirurgia. Foi tudo muito rápido, mal deu tempo de assimilar, mas logo em seguida percebi o peso do estigma da doença. Dez dias depois de operado retomei ao trabalho, mas poucas pessoas sabiam da doença. As pessoas chegam quase pedindo desculpas. Existe um certo preconceito e elas sentem pena. Isso cria um ambiente completamente desfavorável do ponto de vista psicológico para a recuperação. Para combater isso, decidi falar abertamente e tentar ajudar a quebrar o tabu. A reação de um amigo e aluno de spinning foi motivadora. Ele disse que iria pedalar na rua em minha homenagem. Eu respondi que, então, iríamos pedalar juntos após o tratamento e ali surgiu uma inspiração. Durante minha primeira sessão de quimioterapia, postei uma foto tornando público que estava em tratamento. Pedi aos meus seguidores que treinassem por mim, já que eu não poderia fazê-lo. Em poucas horas foram mais de 1.300 curtidas e 700 comentários de apoio e solidariedade. Vi que poderia utilizar o desafio para me jogar para cima e minimizar qualquer efeito negativo gerado pela doença. Assim nasceu o #desafiodozimbrao, uma corrente que está estimulando atletas e alunos a uma pedalada ou corrida comemorativa no dia 7 de fevereiro. Estou feliz por ter motivado algumas pessoas que não praticavam atividades físicas antes do desafio e passaram a se exercitar e publicar fotos dos treinos na rede. Finalizei a quimio, estou muito bem e acho que o meu bom condicionamento físico e hábitos saudáveis, cultivados ao longo da minha vida, contribuíram para minimizar efeitos colaterais do tratamento. Deixo aqui um apelo, galera, comecem a se exercitar e todos no meu desafio! Vamos pedalar ou correr do Horto à Mesa do Imperador, numa subida de 5 km sem parar pela Floresta da Tijuca.