Comitê Científico do Programa Nacional de Formação em Radioterapia debate próximos passos | Fundação do Câncer
DOE AQUI

Comitê Científico do Programa Nacional de Formação em Radioterapia debate próximos passos

Notícias

Cerca de 13 representantes de instituições parceiras do Programa Nacional de Formação em Radioterapia estiveram na manhã desta quinta-feira, dia 17, na sede da Fundação do Câncer, no Rio de Janeiro, para a 2ª reunião do Comitê Científico. O objetivo do encontro foi apresentar as metas previstas e cumpridas até o momento, avaliando os resultados parciais e propondo ações futuras. Coordenador científico do programa, o professor Carlos Eduardo Almeida iniciou o encontro resumindo as atividades realizadas de janeiro a julho de 2017.

“A pauta de hoje é uma prestação de contas nossa aos parceiros e apoiadores, além dos órgãos competentes, quanto ao andamento do Programa Nacional de Formação em Radioterapia, até o momento. Também aproveitamos a oportunidade para ouvir a avaliação e as propostas deles, planejando em conjunto os próximos passos”, disse Carlos Eduardo.

A diretora do departamento de Educação do Ministério da Saúde, Claudia Brandão Silva, veio diretamente de Brasília (DF) para acompanhar o Comitê e reforçou que os cursos irão trazer benefícios para a população e para o Sistema Único de Saúde (SUS) de forma geral.

“O Programa representa um grande avanço na área.  Qualificamos os profissionais da saúde para operar os novos equipamentos que serão entregues no âmbito do Plano Nacional de Expansão da Radioterapia, e estamos muito felizes em estar tendo êxito com essas atualizações”, contou.

De acordo com o coordenador do programa médico e chefe do serviço de radioterapia do Instituto Nacional de Câncer (Inca) Dr. Carlos Manuel de Araújo, o programa deu tão certo que se tornou um marco na radioterapia brasileira moderna. “Esse programa foi provocado por uma iniciativa do governo de implantar equipamentos de radioterapia no Brasil. A Fundação do Câncer, na pessoa do professor Carlos Eduardo, junto ao Inca e a Universidade do Estado do Rio de Janeiro, montou um projeto estruturado para suprir a necessidade daquela decisão governamental de qualificação profissional para atuar na área. Hoje, capacita não só radioterapeutas, como também físicos-médicos e técnicos em radiologia. Por tudo isso, ele deve continuar e não se restringir às fases 1 e 2. Tem capacidade de atingir a totalidade dos profissionais e isso vai ser muito bom para a comunidade médica e de pacientes”, pontuou.

Para o presidente do Conselho Nacional dos Técnicos em Radiologia (Conter), Manoel Benedito Viana Santos, antes do Programa havia uma demanda enorme do setor, mas pouquíssimos profissionais especializados.

“Sabemos hoje o grau de abrangência do Programa para o país. Temos um parque profissional imenso, mas não temos técnicos realmente especializados na área. Pessoas com o nível de conhecimento do professor Carlos Eduardo e de todas as outras inteligências envolvidas nas aulas dos cursos só vêm engrandecer a profissão. Estaremos juntos apoiando o que for necessário para que o projeto se consolide, com a perspectiva de que se amplie. Nesta fase, especialmente, entra a posição do Conter, sendo um órgão de registro, para que essas novas apreciações de especialização realmente estejam bem delineadas e colocadas para a sociedade”, finalizou.

Também estiveram presentes na reunião representantes da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) e outros membros da coordenação científica do Programa pela Fundação do Câncer.

 

Professor Carlos Eduardo Almeida, coordenador científico do programa, ao centro da mesa, com demais representantes da coordenação científica do Programa, Fundação do Câncer, Conter, Uerj e CNEN.