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Desiderata lança guia para promover diagnóstico precoce do câncer infantil no Brasil

Desiderata lança guia para promover diagnóstico precoce do câncer infantil no Brasil

Publicação busca sensibilizar gestores públicos, profissionais de saúde e organizações para aumentar as chances de cura de crianças e adolescentes com câncer

No Dia Nacional de Combate ao Câncer Infantil – 23 de novembro – o Instituto Desiderata lançou o guia “Unidos Pela Cura: tecnologia social para promoção do diagnóstico precoce do câncer infantil”. O documento é inspirado na metodologia da experiência do Unidos Pela Cura, aplicada há mais de 15 anos, no Rio de Janeiro. A Fundação do Câncer é parceira do Instituto Desiderata e apoia a divulgação do documento.

O projeto, resultado do trabalho coletivo que envolve gestores públicos, especialistas e sociedade civil, proporcionou grandes avanços na organização de um fluxo ágil de encaminhamento de casos suspeitos de câncer para os centros de referência. Antes do Unidos Pela Cura, o prazo médio entre a identificação dos primeiros sintomas e o início da investigação, no município, era de 60 dias. Hoje, 90% das crianças identificadas com casos suspeitos na atenção primária chegam aos centros especializados em até 3 dias úteis.

“Este guia auxilia na organização de uma rede que garante a suspeição precoce do câncer em crianças e adolescentes e os encaminhe rapidamente para a confirmação ou exclusão do diagnóstico. A partir da experiência com o Unidos Pela Cura no Rio, partimos do princípio de que não é possível implementar uma política eficaz para o tratamento de maneira desintegrada. É preciso envolver todos os atores para que ela funcione”, conta Roberta Costa Marques, diretora executiva do Instituto Desiderata.

Conheça o guia “Unidos Pela Cura: tecnologia social para promoção do diagnóstico precoce do câncer infantil.

Principal causa de morte por doença

O câncer é a principal causa de morte por doença entre crianças e adolescentes de 1 a 19 anos no Brasil e o diagnóstico precoce é fundamental para seu controle. Além disso, as taxas de mortalidade são muito desiguais entre as diferentes regiões do país.

A elaboração do guia reforça a necessidade de expandir iniciativas como o Unidos Pela Cura e sensibilizar gestores públicos, profissionais da saúde, organizações da sociedade civil e outros interessados em ampliar as chances de cura do câncer infantil no país de maneira mais equânime.

O documento orienta de maneira didática como iniciar a organização de um fluxo ágil para a suspeição e diagnóstico precoce do câncer infantil na sua localidade em apenas 8 passos. O acesso ao tratamento no menor tempo possível é fundamental para aumentar as chances de cura, reduzir o tempo de internação e trazer qualidade de vida aos sobreviventes.

O lançamento do guia é mais um passo para sensibilizar outros territórios no Brasil e tornar o trabalho do Unidos Pela Cura uma referência para a política do SUS de promoção do diagnóstico precoce e tratamento do câncer infantojuvenil.

Clique aqui para conhecer e baixar o guia “Unidos Pela Cura: tecnologia social para promoção do diagnóstico precoce do câncer infantil.

Prêmio Marcos Moraes divulga os vencedores de 2021 ​​​​​​​

Prêmio Marcos Moraes divulga os vencedores de 2021 ​​​​​​​

Na próxima sexta, dia 29, às 18h, a Fundação do Câncer divulga os vencedores do Prêmio Marcos Moraes de Pesquisa e Inovação para o Controle do Câncer. O resultado será revelado dentro das atividades do 9º Simpósio Internacional Oncoclínicas e Dana-Farber Cancer Institute.

Para participar do evento é preciso fazer inscrição no site www.simposiooc.com.br

A cerimônia será remota, por conta das restrições da pandemia da Covid-19.
Os premiados estão divididos nas categorias: Promoção da Saúde e Prevenção do Câncer; Cuidados Paliativos e Iniciativas para o Controle do Câncer. Os ganhadores receberão além de medalhas e certificados, o valor de 10 mil reais. Neste ano foram 46 trabalhos de todo o Brasil inscritos. Mais informações em www.premiomarcosmoraes.com.br

Fundação do Câncer faz campanha pela saúde da mulher neste Outubro Rosa. Vacina contra HPV, realização de mamografia e outros exames preventivos são o alerta para vida saudável!

Fundação do Câncer faz campanha pela saúde da mulher neste Outubro Rosa. Vacina contra HPV, realização de mamografia e outros exames preventivos são o alerta para vida saudável!

A campanha Outubro Mais que Rosa 2021 conta com apoio da atriz Catarina Abdala que literalmente veste a camisa da Fundação e da campanha, lembrando a importância dos cuidados com a saúde. O material de divulgação ficará disponível no site e nas redes sociais. Pelo endereço: www.cancer.org.br

O mês de outubro é reconhecidamente o período de alerta para a prevenção do câncer de mama. Mas a Fundação do Câncer aproveita a ocasião para ‘levantar a bandeira’ da saúde , deixada de lado por muitas mulheres em função da pandemia da Covid-19. Além da mamografia, a Fundação recomenda os exames preventivos do colo de útero ou mesmo da colonoscopia para diagnóstico de câncer colorretal como exemplos fundamentais para o controle da saúde da mulher. “É crucial lembrar a necessidade da realização a cada dois anos de mamografias para mulheres com idades entre 50 e 69 anos, como recomendado pelas diretrizes do Ministério da Saúde. Também é importante a realização do exame preventivo de colo de útero e de diversos outros exames oncológicos, além das consultas preventivas e regulares que foram adiados nesta pandemia”, alerta Luiz Augusto Maltoni, diretor-executivo da Fundação do Câncer.

De acordo com o Mapa Assistencial da Saúde Suplementar 2020, divulgado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) em julho deste ano, houve uma queda de 17,2% no uso dos planos de saúde, ou seja, 1,3 bilhões a menos no número de consultas, exames e cirurgias realizadas em relação ao ano anterior. “Isso interfere diretamente no diagnóstico de diversas doenças, inclusive o câncer, o que pode representar fortemente um avanço da doença e implicar em maiores gastos com tratamento e na redução da chance de cura. Agora, com o avanço da campanha de vacinação contra a Covid-19 e a manutenção das medidas de segurança como uso de máscaras e álcool 70, é preciso que as mulheres voltem a buscar atendimento médico, prevenir ou retomar seus tratamentos”, enfatiza.Entre as mulheres, os tipos de câncer mais incidentes são o de mama, o de colo de útero, o de intestino e os cânceres de traqueia, brônquio e pulmão (muito relacionados ao tabagismo). São estimados pelo Instituto Nacional de Câncer (INCA) mais de 66 mil novos casos de câncer de mama para este ano, seguido de câncer colorretal, que ultrapassa 20 mil casos novos, 16.500 novos casos do câncer de colo de útero e mais de 12 mil casos de câncer de traqueia, brônquio e pulmão.

Para Alfredo Scaff, epidemiologista e consultor médico da Fundação do Câncer, a hora é das autoridades orientarem as pessoas com relação a este tipo de exame, tentando mitigar o impacto dos atrasos de diagnósticos por conta do período de isolamento. “Foi crucial fazer o isolamento e prevenir a disseminação ainda maior da Covid-19. No entanto, é hora de alertar as pessoas e orientá-las sobre a necessidade da realização de exames. Lembramos também que as mulheres devem se cuidar o ano inteiro, mas é fato que o mês de outubro traz à lembrança para a realização de exames diagnósticos e após o isolamento é importante reforçar esta necessidade”, enfatiza Scaff.

Sobre o câncer colorretal, Scaff diz que os cuidados devem começar a partir dos 50 anos. Quem possui histórico pessoal de câncer colorretal ou pólipos e histórico familiar da doença, pessoas com doença inflamatória intestinal ou sangramento nas fezes, devem ficar atentas e fazer consultas regulares, além de manter uma alimentação saudável.

Dia Nacional de Combate ao Fumo: é preciso apoiar as estratégias de cessação do tabagismo

Dia Nacional de Combate ao Fumo: é preciso apoiar as estratégias de cessação do tabagismo

Lançada em maio, por ocasião do Dia Mundial sem Tabaco, a Cartilha para Parar de Fumar, projeto da Fundação do Câncer, já ajudou em torno de 500 pessoas a deixarem a dependência do cigarro. A força de vontade destas pessoas, que resulta na vitória para a saúde, ocorreu em um período em que os riscos para os tabagistas devem ser evitados, já que a chance de agravamento da Covid-19, é grande para este grupo da população.

Na pauta da Fundação do Câncer, além dos temas cujos debates e análises vem liderando, como a vacinação contra o HPV e a prevenção ao câncer de colo de útero, estão questões factuais ligadas ao tabagismo. Como são os casos de fumo passivo, tributação e legislação sobre cigarros e a venda de Dispositivos Eletrônicos de Fumar(DEFs). O diretor-executivo da entidade e cirurgião oncológico, Luiz Augusto Maltoni, participou no dia 26 de agosto, da Audiência Pública pelo Dia Nacional de Combate ao Fumo, lembrado em 29 de agosto. O debate foi promovido pela Câmara dos Deputados. “São várias as frentes em que devemos atuar, especialmente devido ao fato da indústria trazer constantemente novos artifícios contra as campanhas de cessação. Os DEFs não servem para tratar a dependência, eles causam dependência e trazem muitos riscos para a saúde”, destaca Luiz Augusto Maltoni.

São considerados tabagismo o consumo de cigarros comuns, além da utilização de narguilés, dos Dispositivos Eletrônicos de Fumar (DEFs), incluindo os vaporizadores de nicotina seria uma solução para a dependência química, mas esse é só mais um artifício absurdo de quem tenta convencer o mundo de que fumar não faz mal.

Recomendamos que as pessoas não acreditem nisso e busquem tratamento. No Sistema Único de Saúde, o SUS, ele é gratuito”, conclui Maltoni. Através do telefone 136, a população pode obter mais informações sobre tratamento no SUS.

O objetivo da entidade com o lançamento da cartilha, foi incentivar e oferecer apoio às pessoas que desejam dar os primeiros passos rumo à cessação do tabagismo.

Foram feitos na página da entidade 4.600 downloads da cartilha. “Um levantamento entre os interessados na cartilha apontou que cerca de 500 pessoas pararam de fumar com a ajuda do material educativo. É importante que a população receba a informação correta. Também é preciso alertarmos para o fato de que todas as formas de uso do tabaco podem elevar o risco de desenvolver Covid-19, especialmente para complicações de quadros mais graves e potencialmente fatais”, enfatiza Maltoni.

Prêmio Marcos Moraes divulga os vencedores de 2021 ​​​​​​​

Saúde e ciência mostram sua força: Fundação do Câncer celebra sucesso de inscrições para o Prêmio Marcos Moraes

A Fundação do Câncer encerrou as inscrições para o Prêmio Marcos Moraes, no dia 29 de agosto, celebrando o interesse nacional de pesquisadores, instituições e organizações do terceiro setor acerca da premiação. Foram concluídas, com sucesso, 46 inscrições, sendo 21 propostas de instituições e 25 de profissionais e pesquisadores da área de saúde. As três categorias, Promoção da Saúde e Prevenção do Câncer, Cuidados Paliativos e Iniciativas para o Controle do Câncer, tiveram inscrições de diversas regiões do país.

“Foi um sucesso! Completamos 30 anos em 2021 e este prêmio é uma justa homenagem ao médico Marcos Moraes, que fundou nossa entidade e foi referência no combate ao câncer no Brasil”, comemora o diretor-executivo da Fundação do Câncer, Luiz Augusto Maltoni. O Prêmio Marcos Moraes, visa a pesquisa e inovação para o controle do câncer. “Os trabalhos inscritos são de grande qualidade e mostram a força da ciência e da saúde no país. Ficamos felizes com a participação de tantos profissionais e pesquisadores”, complementa Maltoni.

Para o epidemiologista Alfredo Scaff, que está à frente da comissão organizadora da premiação, foi mais uma vitória da saúde pública. “Ficamos felizes com a diversidade de instituições, profissionais e trabalhos recebidos. Não usamos aportes financeiros para anúncios, apenas a divulgação na mídia em geral, em nosso site e redes sociais, além das instituições parceiras. A confiança depositada na Fundação do Câncer nos alegra muito”, destaca ele.

A entrega do Prêmio Marcos Moraes será de forma virtual nesta primeira edição, por conta da pandemia da Covid-19. O resultado será apresentado dentro do 9º Simpósio Internacional Oncoclínicas, que acontece em 29 e 30 de outubro. O Instituto Oncoclínicas é parceiro da Fundação do Câncer nesta iniciativa.