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Divulgados os vencedores da 2ª edição do Prêmio Marcos Moraes

Divulgados os vencedores da 2ª edição do Prêmio Marcos Moraes

A Fundação do Câncer acaba de divulgar os vencedores das três categorias do Prêmio Marcos Moraes de Pesquisa e Inovação para o Controle do Câncer – edição 2022. O anúncio foi feito durante a abertura do 10º Simpósio Internacional Oncoclínicas e Dana-Farber Cancer Institute, em cerimônia transmitida on-line.

A edição 2022 do Prêmio Marcos Moraes contou com 44 inscrições de pesquisadores oriundos de 13 estados brasileiros, ligados a instituições públicas e também à iniciativa privada. Os vencedores em cada categoria receberão um prêmio de R $10 mil, além de medalhas e certificados. “Mais uma vez estamos felizes em premiar pessoas e instituições que trabalham pela saúde e desenvolvem ações para o controle do câncer, buscando inovação e soluções para pacientes. Parabéns a todos que participaram, em especial aos vencedores deste ano”, destacou o diretor-executivo da Fundação do Câncer, Luiz Augusto Maltoni.

O discurso de abertura do evento coube ao presidente do Instituto Oncoclínicas, Carlos Gil, que agradeceu a parceria com a Fundação do Câncer. Em seguida, Luiz Augusto Maltoni relembrou homenageado, que dá nome ao prêmio. “Mais uma vez, homenageamos Marcos Moraes e toda a sua contribuição para o controle do câncer, reconhecendo aqueles que trabalham em oncologia”, destacou. A pesquisadora da Fundação do Câncer, Yammê Portella, anunciou, então os vencedores desta edição do Prêmio.

A ganhadora na categoria “Iniciativas para o Controle do Câncer”, Luiza Abdo, agradeceu a organização do Prêmio Marcos Moraes, e afirmou que essas iniciativas incentivam os pesquisadores brasileiros a seguir fazendo ciência de qualidade e “nos faz sentir recompensados e estimulados para continuarmos lutando por um Brasil mais justo”. Feliz com o primeiro lugar, ela explicou que seu trabalho, principalmente com as conhecidas Car-T, e comemorou os resultados. “Nossa proposta pode ser uma alternativa viável, de menor custo para essa terapia tão eficaz, que pode gerar um impacto positivo para a população, principalmente em países em desenvolvimento”, finalizou.

Vencedora na categoria “inovação em Cuidados Paliativos”, Livia Costa, autora do trabalho intitulado “Terapia Nutricional Enteral em pacientes em cuidados paliativos oncológicos: ferramenta para indicação em prol da melhor relação custo benefício em desfechos nutricionais, funcionais e clínicos” explicou um pouco da proposta de seu trabalho. A nutricionista disse que, com o trabalho, espera “contribuir na construção de informações científicas que embasem a uniformização dos protocolos de assistência, com critérios específicos para a recomendação da terapia nutricional enteral que corroborem, para que tenhamos a melhor relação custo benefício no cuidado do paciente em cuidado paliativo oncológico por meio dessa terapia”. Em seu discurso, ela lembrou ainda do protagonismo exercido pelo Dr. Marcos Moraes no desenvolvimento do cuidado paliativo e agradeceu a oportunidade e iniciativa da Fundação do Câncer.

Alex Rodrigues Moura, um dos autores do trabalho “Utilização de geoprocessamento na distribuição espacial de incidência e mortalidade por câncer colorretal em Sergipe e em sua capital”, vencedor na categoria “Inovação em Promoção da Saúde e Prevenção do Câncer” ressaltou a importância do legado de Marcos Moraes. “Essa parceria entre a Fundação do Câncer e o Instituto Oncoclínicas perpetua o que o Dr. Marcos Moraes sempre quis e lutou arduamente, que é investir na humanização da Medicina, aproximando os médicos dos pacientes e, desta forma, transformando a sociedade em uma forte aliada nossa”. Segundo ele, os autores foram motivados a produzir o trabalho científico por conta do aumento da procura de pacientes com câncer colorretal no Ambulatório de Coloproctologia do Hospital Universitário da Universidade Federal de Sergipe e da piora na qualidade de vida deles. Alex comemorou o primeiro lugar e de acordo com ele, a participação na premiação “permite, enquanto menor estado do país, mostrar a capacidade de realização de trabalhos inovadores, utilizando tecnologia de ponta e podendo gerar em um futuro próximo, um impacto sobre o câncer colorretal”

O diretor-executivo da Fundação encerrou a cerimônia com um convite aos pesquisadores. “Parabéns novamente aos que participaram. Inscrevam-se no ano que vem, na edição de 2023 do Prêmio Marcos Moraes”, concluiu Maltoni.

Conheça a classificação final de cada categoria:

Iniciativas para o Controle do Câncer

1º lugar: Luiza Abdo, Luciana Rodrigues Carvalho Barros, Mariana Duarte, Luísa Marques, Priscila Souza, Leonardo Chicaybam, Martin Bonamino
Instituição: Instituto Nacional de Câncer (INCA) – Rio de Janeiro
Trabalho: Desenvolvimento da abordagem Point-of-Care para terapia com células CAR-T em LLA

2º lugar: Natalia Inada, Welington Lombardi, Renata Belotto, Cynthia De Castro, Mirian Stringasci, Hilde Buzzá, Cristina Kurachi, Vanderlei Salvador Bagnato
Instituição: Universidade de São Paulo (USP) – São Paulo
Trabalho: Tratando Neoplasias Intraepiteliais Cervicais de Alto Grau (2/3) e diminuindo a carga viral por Terapia Fotodinâmica.

3º lugar: Bruno Lopes, Caroline Poubel, Cristiane Esteves, Mariana Boroni, Mariana Emerenciano
Instituição: Instituto Nacional de Câncer (INCA) – Rio de Janeiro
Trabalho: Novas opções terapêuticas e de diagnóstico para leucemias agudas com rearranjo no gene KMT2A

Inovação em Cuidados Paliativos

1º lugar: Livia Costa Oliveira, Karla Santos da Costa Rosa
Instituição: Instituto Nacional de Câncer (INCA) – Rio de Janeiro
Trabalho: Terapia Nutricional Enteral em pacientes em cuidados paliativos oncológicos: ferramenta para indicação em prol da melhor relação custo / benefício em desfechos nutricionais, funcionais e clínicos

2º lugar: Luciana Stahel-Lage, Lísia Daltro Borges Alves, Ana Carolina dos Santos Menezes, Hélinton Spíndola Antunes
Instituição: Instituto Nacional de Câncer (INCA) – Rio de Janeiro
Trabalho: Perfil epidemiológico de pacientes reabilitados com próteses bucomaxilofaciais em um centro de referência em oncologia brasileiro: um corte transversal

3º lugar: Livia Costa Oliveira, Karla Santos da Costa Rosa, Anke Bergmann, Luiz Claudio Santos Thuler
Instituição: Instituto Nacional de Câncer (INCA) – Rio de Janeiro
Trabalho: Tendência temporal e fatores associados ao diagnóstico de câncer metastático em pacientes atendidos em centros hospitalares do Brasil ao longo de duas décadas

Inovação em Promoção da Saúde e Prevenção do Câncer

1º lugar: Mayara Lopes, Alex Rodrigues Moura, Carlos Anselmo Lima
Instituição: Universidade Federal de Sergipe – Sergipe
Trabalho: Utilização de geoprocessamento na distribuição espacial de incidência e mortalidade por câncer colorretal em Sergipe e em sua capital

2º lugar: Francine Fischer-Sgrott, Glauco Baiocchi, Jaqueline Munaretto Baiocchi
Instituição: Universidade do Vale do Itajaí, Fundação Antônio Prudente (FAP), Universidade Federal de São Paulo – Santa Catarina, São Paulo
Trabalho: Fotobiomodulação na radiodermite no câncer de mama

3º lugar: André Szklo, Tania Cavalcante, Neilane Bertoni, Mirian Carvalho de Souza
Instituição: Instituto Nacional de Câncer (INCA) – Rio de Janeiro
Trabalho: “Desnormalização do uso de tabaco em casa”: a contribuição da proibição de fumar em ambientes fechados de trabalho no Brasil

Fundação do Câncer e Prefeitura de Niterói realizam Seminário “Niterói vencendo o Câncer: as estratégias para o cuidado e a assistência”

Fundação do Câncer e Prefeitura de Niterói realizam Seminário “Niterói vencendo o Câncer: as estratégias para o cuidado e a assistência”

A Fundação do Câncer, juntamente com a Secretaria Municipal de Saúde de Niterói realiza em 21 de setembro o Seminário “Niterói vencendo o Câncer: as estratégias para o cuidado e a assistência”, que tem por objetivo debater as políticas para o controle da doença no município.

Dentro da programação, participarão o prefeito de Niterói Axel Grael, o secretário municipal de Saúde, Rodrigo Oliveira, o diretor executivo da Fundação do Câncer, Luiz Augusto Maltoni, o epidemiologista e consultor médico da Fundação, Alfredo Scaff, além dos outros consultores médicos da instituição, Flávia Miranda e Luiz Santini (ex-diretor do INCA), que apresentarão palestras com temas que giram em torno do conjunto de ações integradas para o enfrentamento do câncer no município. Para Luiz Augusto Maltoni, o encontro é de extrema importância para que sejam debatidas as estratégias e cuidados na assistência da doença no município.

O evento acontecerá na sede da Associação Médica Fluminense (AMF), das 13h às 18h e tem como público-alvo os profissionais de saúde da rede pública e privada do município.

Confira a programação:

Hora Atividade Apresentador
13:30-13:40 Recepção, boas-vindas e início do seminário.
Apresentação do Seminário e formação da mesa de abertura
13:40-14:15 Mesa de abertura – saudação inicial do Prefeito Municipal Pref. Axel Grael
Outras autoridades presentes confirmar
14:15-15:00 Mesa 1. Niterói Vencendo o Câncer – política para o controle do câncer no município
O Controle do Câncer enquanto política pública Luiz A. Santini
A organização do município para o Controle do Câncer Rodrigo Oliveira
15:00-15:20 Debate
15:20-16:20 Mesa 2: Estratégias e Cuidado na Assistência ao Câncer
O papel das Instituições Não-Governamentais no controle do câncer Luiz Augusto Maltoni Junior
Os desafios para a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer Flávia Miranda
O projeto Niterói Vencendo o Câncer – Programa Niterói Mulher Alfredo Scaff
16:20-16:40 Debate
16:40 – 17:30 Encerramento
Prêmio Marcos Moraes divulga vencedores no dia 22 de setembro

Prêmio Marcos Moraes divulga vencedores no dia 22 de setembro

A cerimônia de entrega do Prêmio Marcos Moraes de Pesquisa e Inovação para o Controle de Câncer – edição 2022 ocorrerá no próximo dia 22 às 18h e será transmitida on-line pelo site do 10º Simpósio Internacional Oncoclínicas e Dana-Farber Cancer Institute e reproduzida via link de acesso no portal do Prêmio Marcos Moraes.

Este ano, a premiação recebeu trabalhos de autores de 13 estados brasileiros, a maioria ligados a instituições públicas que atuam no campo da Oncologia. Entre os participantes estão profissionais e pesquisadores de instituições como a Universidade de São Paulo, o Instituto Nacional de Câncer (INCA), além de representantes da iniciativa privada.

Conheça abaixo os finalistas das categorias: Promoção da Saúde e Prevenção do Câncer, Cuidados Paliativos e Iniciativas para o Controle do Câncer. Os vencedores de cada categoria receberão medalhas e certificados e o valor de 10 mil reais, para os primeiros colocados.

Finalistas na categoria Iniciativas para o Controle do Câncer

  • Luiza Abdo; trabalho: Desenvolvimento da abordagem Point-of-Care para terapia com células CAR-T em LLA.
  • Natalia Inada; trabalho: Tratando Neoplasias Intraepiteliais Cervicais de Alto Grau (2/3) e diminuindo a carga viral por Terapia Fotodinâmica.
  • Caroline Poubel; trabalho: Novas opções terapêuticas e de diagnóstico para leucemias agudas com rearranjo no gene KMT2A.

 

Finalistas na categoria Inovação em Promoção da Saúde e Prevenção do Câncer

  • Mayara Lopes; trabalho: Utilização de geoprocessamento na distribuição espacial de incidência e mortalidade por câncer colorretal em Sergipe e em sua capital
  • Francine Fischer-Sgrott; trabalho: Fotobiomodulação na radiodermite no câncer de mama.
  • André Szklo; trabalho: Desnormalização do uso de tabaco em casa: a contribuição da proibição de fumar em ambientes fechados de trabalho no Brasil.

Finalistas na categoria Inovação em Cuidados Paliativos

  • Livia Costa Oliveira; trabalho: Terapia Nutricional Enteral em pacientes em cuidados paliativos oncológicos: ferramenta para indicação em prol da melhor relação custo / benefício em desfechos nutricionais, funcionais e clínicos.
  • Luciana Stahel-Lage; trabalho: Perfil epidemiológico de pacientes reabilitados com próteses bucomaxilofaciais em um centro de referência em oncologia brasileiro: um corte transversal.
  • Livia Costa Oliveira; trabalho: Tendência temporal e fatores associados ao diagnóstico de câncer metastático em pacientes atendidos em centros hospitalares do Brasil ao longo de duas décadas.

 

Para acompanhar o evento remotamente e conhecer os vencedores é preciso fazer inscrição no site 10º Simpósio Internacional Oncoclínicas e Dana Farber Cancer Institute e realizar a inscrição na categoria “Prêmio Marcos Moraes”.

Fundação do Câncer faz campanha de vacinação contra o HPV

Fundação do Câncer faz campanha de vacinação contra o HPV

O escritor e influenciador Marcos Piangers, autor do best seller O Papai é pop, uma referência sobre paternidade no Brasil e que já teve seu livro traduzido para três línguas, abraçou a campanha criada pela SB Comunicação para a Fundação do Câncer, que tem como meta estimular pais a vacinarem seus filhos contra o HPV. O vírus é responsável por 50% do câncer de pênis, 88% do câncer de ânus e 31% da doença na região da cabeça e pescoço.

Piangers gravou um vídeo exclusivo para a Fundação do Câncer fazendo um alerta sobre o baixo nível de vacinação em meninos. O percentual de vacinados com a primeira dose caiu de 2020 (57,9%) para 2021 (55,5%). Já a segunda dose ficou abaixo de 35%. A meta do Programa Nacional de Imunizações (PNI) é que 80% da população-alvo esteja vacinada.
O autor, que fala sobre família e tem quase 5 milhões de seguidores nas suas redes sociais, aceitou o convite da Fundação para a campanha, que começou a ser veiculada nesse Dia dos Pais nas redes sociais da instituição. Assista o vídeo completo aqui.

Crédito da foto: Divulgação Marcos Piangers

Pesquisador do Programa de Oncobiologia é vencedor de importante prêmio de Ciência e Tecnologia 

Pesquisador do Programa de Oncobiologia é vencedor de importante prêmio de Ciência e Tecnologia 

O pesquisador Jerson Lima Silva, do programa de Oncobiologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que conta com financiamento da Fundação do Câncer, foi vencedor do importante Prêmio CMBB de Ciência e Tecnologia 2022.

Jerson lidera o grupo de pesquisa em estudos de formas mutantes da proteína p53 em tumores malignos visando identificar compostos antitumorais cujo alvo seja a inibição da agregação da p53.

O Prêmio CMBB foi criado em 2019 e reconhece profissionais que tenham ações e projetos inovadores nas áreas de Ciências da Computação, da Terra e da Vida e das engenharias Física, Matemática e Química.

Jerson Lima Silva é professor titular do Instituto de Bioquímica Médica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), atual presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj), membro titular da Academia Brasileira de Ciências (ABC), da Academia Mundial de Ciências (TWAS) para o Avanço da Ciência em Países em Desenvolvimento (“Fellow”) e da Academia Nacional de Medicina (ANM), pesquisador 1A do Cnpq e coordenador do INCT de Biologia Estrutural e Bioimagem (Inbeb).

A Fundação do Câncer parabeniza o professor e pesquisador Jerson por sua contribuição e reconhecimento para a Ciência. “Estamos certos de que apostar e financiar programas de pesquisas como o da Oncobiologia é um passo importante para o controle do câncer. E a Fundação do Câncer se orgulha muito em participar de ações para o controle do câncer em nosso País”, diz Luiz Augusto Maltoni, diretor executivo da Fundação.

O projeto vencedor

A palavra câncer se aplica a mais de uma centena de doenças que apresentam uma característica em comum: a proliferação desenfreada das células. Dentre os genes que mais contribuem para o desenvolvimento do câncer, destaca-se o TP53, que codifica a proteína p53. A proteína p53 é conhecida como “guardiã do genoma” por coordenar o reparo do DNA no caso de pequenos danos e por encaminhar a célula para a morte quando os defeitos não podem ser consertados. Sabe-se que uma parte dos casos de câncer é desencadeada pelo enovelamento anormal dessa proteína, o que altera seu papel na célula, deixando de funcionar como deveria ou até ganhando funções extras. Alterações na forma desta proteína, devido à ocorrência de mutações, podem levar ao seu acúmulo na célula, desencadeando o processo de agregação intracelular. Portanto, a inibição da agregação de p53 pode ser um dos mais novos e efetivos alvos para o desenvolvimento de medicamentos contra o câncer. A presente proposta tem como objetivo identificar compostos antitumorais cujo alvo seja a inibição da agregação da p53.

*Com informações do Programa de Oncobiologiada da UFRJ