Banco de Cordão Umbilical de Minas Gerais entra em funcionamento | Fundação do Câncer
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Banco de Cordão Umbilical de Minas Gerais entra em funcionamento

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A Fundação Hemominas deu início, na manhã desta quinta-feira, 10 de abril, às atividades do primeiro Banco Público de Sangue de Cordão Umbilical e Placentário (BSCUP) de Minas Gerais. Instalado no município de Lagoa Santa, na sede do Centro de Tecidos Biológicos (Cetebio), o BSCUP mineiro é o 13° banco inaugurado no país, um importante passo para a realização de transplantes de medula óssea no estado.

 

O novo banco marca a conclusão da segunda fase de expansão da Rede Brasileira de Bancos Públicos de Sangue de Cordão Umbilical e Placentário – Rede BrasilCord, projeto gerenciado pela Fundação do Câncer com financiamento de R$ 32 milhões pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e supervisão técnica do Instituto Nacional de Câncer (Inca).

 

Em Minas, é um dos sete bancos que irão integrar o Cetebio, em implantação pela Hemominas, que conta, desde 2012, com o Banco de Medula Óssea. O Cetebio também será integrado por Banco de Pele, Banco de Sangues Raros, Banco de Tecidos Musculoesqueléticos, Banco de Membrana Amniótica e Banco de Tecidos Cardiovasculares.

 

Presente na cerimônia, a presidente da Fundação Hemominas, Júnia Cioffi, salientou que o Governo de Minas investiu mais de R$ 7 milhões na primeira fase de concretização do Cetebio. “A concretização dessa obra só foi possível devido ao comprometimento de todos, que colocaram os interesses do SUS acima de qualquer partidarismo”, afirmou.

 

O diretor da Rede BrasilCord, Luis Fernando da Silva Bouzas, adiantou que mais quatro BSCUPs serão inaugurados em outras regiões do Brasil e parabenizou o projeto. “A criação dos bancos é importante por trazer a determinadas regiões a possibilidade de fixar laboratórios completos e capazes de realização de transplantes de medula óssea”, destacou.

 

Segundo o gestor de Projetos da Fundação do Câncer, Marson Rebuzzi, a diversidade genética brasileira será contemplada com os materiais recebidos pelos BSCUPs distribuídos pelo Brasil. “Com todos os Bancos de Sangue de Cordão Umbilical e Placentário instalados, haverá um aumento das chances de conseguirmos doadores não aparentados, o que vai levar a um aumento do número de transplantes. É muito gratificante fazer parte desse programa nacional de combate ao câncer que tanto aflige a população”, explicou.

 

Também participaram da inauguração o secretário de Estado de Saúde de Minas Gerais, José Geraldo de Oliveira Prado; o prefeito de Lagoa Santa, Fernando Pereira Gomes Neto; o secretário de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde, Helvécio Magalhães; e o diretor geral do Instituto Nacional de Câncer (Inca).

 

Outras cidades que possuem Bancos Públicos de Sangue de Cordão Umbilical e Placentário são: Belém (PA), Brasília (DF), Campinas (SP), Curitiba (PR), Fortaleza (CE), Florianópolis (SC), Porto Alegre (RS), Recife (PE), Ribeirão Preto (SP) e Rio de Janeiro (RJ), além de dois em São Paulo (SP). A próxima fase da expansão da Rede BrasilCord prevê a construção de quatro novos bancos, nas cidades de Manaus (AM), São Luís (MA), Campo Grande (MS) e Salvador (BA).

 

A Rede BrasilCord foi criada em 2004, para armazenar amostras de sangue de cordão umbilical, material rico em células-tronco hematopoéticas, capazes de produzir os elementos fundamentais do sangue, essenciais para o transplante de medula óssea. Desde 2006, a Fundação do Câncer gerencia o projeto de sua expansão. Atualmente, a rede conta com aproximadamente 12 mil bolsas de sangue de cordão umbilical congeladas. A capacidade de armazenamento aumentará para até 80 mil bolsas com a conclusão dos 17 bancos, prevista para 2016.​

 

Doação de cordão umbilical

 

A doação do cordão umbilical do recém-nascido para um banco público é voluntária e autorizada pela mãe do bebê. As unidades armazenadas ficam disponíveis para qualquer pessoa que precise de transplante de medula óssea, com indicação para pacientes com leucemia e outras doenças do sangue. Quanto mais cordões armazenados, maior a quantidade de pessoas que podem ser beneficiadas.

 

Os bancos da Rede BrasilCord mantêm convênio com determinadas maternidades para coleta dos cordões. As doações só podem ser realizadas nesses hospitais conveniados, onde existem equipes treinadas para realizar a abordagem da gestante, acompanhamento da gestação e coleta do material no momento do nascimento da criança.

 

Outras informações: SPS Comunicação – 21 2111-2650

 

Gustavo Gomes – gustavo@spsbr.com.br

Valéria Veríssimo – valeria.verissimo@spsbr.com.br