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10º Encontro do Redome e Rede BrasilCord

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Aconteceu na última sexta-feira (09), no Rio de Janeiro, o 10º Encontro do Redome e Rede BrasilCord, voltado para profissionais que trabalham nas diversas etapas dos transplantes de medula óssea entre pacientes e doadores não aparentados. O evento reúne representantes de hemocentros, laboratórios de imunogenética, centros de transplante e bancos públicos de sangue de cordão umbilical e promove um encontro entre doador e paciente. Madrinha do Registro, a atriz e apresentadora Cissa Guimarães participou da cerimônia.

No evento, foi comemorada também a conquista do Grand Prize 2016, prêmio concedido pela Associação Mundial de Doadores de Medula Óssea (World Marrow Donor Association – WMDA), com a campanha para a atualização de cadastro de doadores, além do fato de o Redome ter se tornado um Registro Qualificado Internacionalmente pela WMDA. Para o gerente do Redome, Alexandre Almada, o título é mais um grande passo no reconhecimento do Registro.

“Dois pontos da qualificação são muito importantes: mudança de cultura organizacional e melhoria dos processos. Durante um ano e meio, implementamos diversas ações com apoio de uma consultoria especializada. Esses processos levam à realização das atividades de forma mais efetiva e oferecem maior credibilidade tanto na rede nacional quanto internacional. A qualificação é o primeiro passo para a Acreditação Internacional, que deve ocorrer nos próximos anos. Para isso, ainda teremos mais mudanças envolvendo também toda a rede, que precisará atuar de acordo com os requisitos internacionais”, afirmou, reforçando que a entrega da certificação acontecerá em novembro, durante a reunião ​de fim de ano​ da Associação em Minneapolis, nos Estados Unidos.

Como de costume, além informar sobre as novas diretrizes e envolver ainda mais toda a rede no movimento do Redome, o evento congregou as vitórias com homenagens àqueles que fazem a diferença neste trabalho. Uma destas personalidades foi o médico Ricardo Pasquini, hematologista responsável pelo primeiro transplante de medula óssea realizado no Brasil, em 1979.

“Começamos há quase 40 anos, no Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná, e continuamos crescendo. Participamos de toda a história de regulamentação dos transplantes, da criação dos novos centros. As primeiras reuniões sobre transplante brasileiro foram realizadas em Curitiba e criamos a Sociedade Brasileira de Transplante de Medula Óssea (SBTMO). Obviamente, o processo está crescendo exponencialmente e geometricamente agora, o que permite maior envolvimento de pessoas novas em suas áreas e é extremante importante para a sustentação da rede. Iniciamos com grandes dificuldades, de maneira amadora, e com uma dose grande de responsabilidade, mas assim quebramos a inércia, a grande dificuldade da época. Os números atuais comprovam o potencial da rede e como se espalha por todas as áreas sociais, mostrando o poder da comunidade”, contou.

O Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome) é o terceiro maior do mundo, atrás apenas do americano e do alemão. ​Possui mais de quatro milhões de cadastrados.

Doadores e receptores, com seus familiares, recebem homenagem de Cissa Guimarães, madrinha do Redome

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Profissionais e parceiros do Redome (Foto: Ricardo Wolf Jorndão)