Você sabia que a cada ano, mais de 12.7 milhões de pessoas são diagnosticadas com câncer e que 7.6 milhões de pessoas morrem da doença? Se nenhuma ação for levada a efeito , a incidência do câncer no mundo deverá alcançar 26 milhões de novos diagnósticos e 17 milhões de óbitos por volta do ano 2030, com o crescimento mais rápido ocorrendo em países de renda baixa e média.
Entretanto, não temos apenas más notícias, já que de 30 a 40% dos cânceres podem ser evitados, e um terço pode ser curado através de tratamento e diagnóstico precoces. Nosso objetivo é ajuda-lo a entender como você pode tomar medidas para evitar o câncer e viver uma vida mais longa e mais saudável.
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O tabaco mata mais de cinco milhões de pessoas por ano, uma média de uma pessoa a cada seis segundos . Ele é responsável por um em cada dez óbitos entre adultos no mundo inteiro. O uso do tabaco, particularmente do fumo, é a maior causa de câncer no mundo , responsável por mais de um quarto de todos os óbitos causados por câncer, incluindo cânceres de pulmão, boca, garganta, nariz e cavidades, fígado, pâncreas, estômago, colo do útero, seio, intestinos, rins e bexiga. Ele também representa um elemento importante numa ampla linha de doenças cardiovasculares e pulmonares . É importante mencionar que não somente os fumantes correm riscos. A fumaça do tabaco em ambientes fechados é também aspirada por não fumantes. Em 2004, a fumaça originada pelos fumantes foi responsável por 600 mil mortes prematuras (28% das quais ocorreram com crianças).
Numerosos estudos mostraram que parar com o uso de tabaco e criar ambientes livres de fumaça reduzem em muito o risco de cânceres e de outros problemas de saúde de curto e longo prazo. Como uma defensora da redução da prevalência de fatores de risco associados a mortes por câncer, a Fundação do Câncer vem elaborando campanhas que alertam para os riscos desse hábito.
Simplesmente respire: Você pode evitar o câncer quando para de fumar, mastigar e cheirar tabaco. Tente evitar a exposição à fumaça passiva para reduzir o seu risco mais adiante.
Uma dieta saudável e atividade física adequada regular são de importância primordial para se manter uma boa saúde durante a vida. O Fundo Mundial de Pesquisa do Câncer e o Instituto Americano para a Pesquisa do Câncer (AICR) continuamente reveem e avaliam os efeitos no corpo de dietas, atividade física e câncer. O seu último relatório especializado chamado “Alimentação, Nutrição, Atividade Física e Prevenção do Câncer: uma Perspectiva Global” é a análise mais recente e abrangente da literatura sobre dieta, atividade física e câncer. As orientações mais importantes discutidas neste relatório incluem:
Não use suplementos para se proteger contra o câncer.
É verdade: comida sadia mantém você longe dos médicos. Evitar gorduras saturadas, bebidas açucaradas, alimentos salgados, processados, carnes muito bem passadas e fritas é um outro passo importante para evitar o câncer. Desfrute de uma dieta variada rica em frutas, vegetais e grãos integrais a fim de viver uma vida mais longa e saudável.
O abuso do álcool tem um impacto importante na saúde pública. Está classificado como o quinto fator de risco condutor a morte prematura e incapacidade física no mundo. Beber moderadamente é um elemento chave na redução do risco de câncer. No entanto, as tendências indicam um aumento no consumo de álcool nas últimas décadas, principalmente em países em desenvolvimento.
Efeitos de curto prazo incluem um impacto direto em humor, concentração, capacidade de julgamento e coordenação (o álcool é uma causa comum em acidentes com veículos motorizados e outras formas de ferimentos ). Efeitos de longo prazo causados à saúde pelo álcool foram claramente estabelecidos. Pesquisa indicou que os homens que bebem 2 drinques por dia e mulheres que bebem 1 já tiveram um aumento na chance de desenvolver algum tipo de câncer. Quanto mais álcool uma pessoa consome, maior o risco. Além disso, os riscos devidos ao uso do álcool também variam dependendo do tipo de câncer.
A associação mais forte é encontrada entre o álcool e os cânceres da boca, do esôfago, da laringe, da faringe, do seio e do fígado. Pessoas que bebem muito em combinação com o fumo estão num risco ainda mais alto para estes tipos de câncer. Os mecanismos pelos quais o álcool causa câncer ainda não foram completamente entendidos. Uma teoria é de que o álcool por si só é responsável por aumentos crescentes dos níveis de hormônio; uma outra teoria liga os efeitos carcinogênicos ao modo que o álcool é metabolizado no corpo. Outros efeitos prejudiciais de longo prazo do uso pesado do álcool incluem os danos ao pâncreas, fígado e cérebro e o aumento da pressão sanguínea. Não seja tolo, beba com moderação : limitar o aumento do álcool que você bebe é uma medida eficaz de prevenção do câncer.
A radiação ultravioleta (UV) é importante para a nossa saúde: ela representa um papel primordial na produção de vitamina D, essencial para a absorção de cálcio e crescimento ósseo. No entanto, a exposição excessiva à radiação ultravioleta (ou do sol ou de fontes artificiais tais como bronzeamento artificial) está associada às queimaduras solares, envelhecimento acelerado da pele e diferentes tipos de câncer de pele.
Entre 50 e 90% dos cânceres de pele são causados por exposição excessiva à UV. De acordo com a Agência Internacional para a Pesquisa do Câncer (IARC), aproximadamente 200 mil casos de óbitos associados à ofmelanoma e 46 mil à melanoma – são relatados mundialmente todo ano. Além disso, 2,8 milhões de caso de carcinoma de células escamosas e 10 milhões de casos de carcinoma basocelulares foram considerados como relacionadas à radiação excessiva de UV.
Menos bem conhecida é que a radiação excessiva de UV está ligada à redução da eficácia do sistema imunológico, catarata e outras doenças dos olhos. Desfrute do sol sem ficar assado e evite exposição excessiva. Lembre-se de usar filtros solares e roupas protetoras como um método eficaz na prevenção do câncer.
Uma dieta saudável e atividade física regular adequada são de importância fundamental para se manter uma boa saúde durante a vida. Dieta insalubre e falta de atividade física são fatores de risco no desenvolvimento de um número de condições tais como hipertensão, hiperglicemia, lipídios sanguíneos anormais e obesidade. Mundialmente, aproximadamente 1,6 bilhões de adultos estão acima do peso e pelo menos 400 milhões são clinicamente obesos (estatística de 2005). Espera-se que por volta de 2015 estas estatísticas tenham aumentado para 2,3 bilhões e 700 milhões, respectivamente. A obesidade tem algumas consequências bem conhecidas tais com as doenças cardiovasculares, diabetes e distúrbios osteomusculares. Além disso, a obesidade e a falta de atividades físicas podem responder por 20-30% de vários tipos de cânceres principais (de colo, de seio, endometrial, dos rins e do esôfago). Alguns estudos também relataram ligações entre a obesidade e cânceres da vesícula biliar, dos ovários e do pâncreas.
A prevenção de ganho de peso pode reduzir significativamente o risco de muitos tipos de câncer. Por esta razão é recomendado se estabelecer um hábito de alimentação saudável e padrão de atividade física ainda cedo na vida para prevenir sobrepeso e obesidade. Aqueles que já possuem sobrepeso ou são obesos devem perder peso através de dieta de baixa caloria e exercícios. Até mesmo uma perda de somente 5-10% pode trazer benefícios para a saúde. Instituições interessadas (governos, parceiros internacionais, ONGs…) devem cooperar na formação de ambientes saudáveis e na criação de opções de dietas saudáveis e acessíveis para todos.
Torne-se ativo, mova o seu corpo: apenas 30 minutos diários de atividade física são necessários para reduzir o seu risco de câncer. Para crianças em idade escolar e adolescentes, pelo menos 60 minutos de atividade física diária são recomendados para benefícios de saúde perceptíveis.
Diversos fatores ambientais frequentemente apresentam sérios riscos à saúde humana. Há um conjunto crescente de evidências que relacionam com o câncer a exposição a certos poluentes ambientais e ocupacionais. Exemplos desta ligação incluem (mas não estão limitados a):
Água não potável
A água é essencial para a manutenção da vida. A baixa qualidade da água continua a apresentar uma ameaça importante à saúde humana. Apenas as doenças diarréicas são reesposáveis por 1,8 milhões de óbitos todos os anos (estatística de 2004). Diversos fatores microbianos, químicos e radiológicos contribuem para a má qualidade da água.
Má qualidade do ar
O ar poluído é responsável por uma estimativa de 3,1 milhões de óbitos mundialmente todos os anos. Poluentes do ar foram ligados a uma variedade de problemas de saúde tais como infecções respiratórias, doenças cardiovasculares, câncer de pulmão e muitos outros.
Poluentes químicos (tais como asbestos)
A exposição a asbestos ocorre na maioria dos casos através da inalação de fibras no ambiente de trabalho, mas também pela inalação do ar na vizinhança de fontes tais como fábricas que lidam com asbestos e o ar interior em casas e edifícios contendo asbestos. Atualmente, cerca de 125 milhões de pessoas mundialmente estão expostas aos asbestos no seu local de trabalho. A inalação de asbestos causa câncer de pulmão, mesotelioma, câncer da laringe e do ovário e asbestose (fibrose dos pulmões). Em 2004, casos de câncer de pulmão relacionados ao asbesto por exposição em ambiente de trabalho resultaram em 107 mil óbitos. Além disso, milhares de óbitos podem ser atribuídos a outras doenças relacionadas com asbestos, assim como exposições não ocupacionais.
Produtos químicos em alimentos (tais com dioxinas)
A exposição humana a dioxinas e a substâncias semelhantes a ela foi associada a uma variedade de efeitos tóxicos , incluindo imunotoxicidade, efeitos de desenvolvimento e neurodesenvolvimento, mudanças nos hormônios da tireóide e de esteróides e na função reprodutiva. Ionização da radiação do radônio, um gás natural que escapa do solo e da superfície da água, é a fonte mais proeminente de radioatividade ambiental. Enquanto geralmente existe uma concentração ao ar livre bastante baixa, o radônio tende a se concentrar em habitações. A exposição ao radônio é a segunda principal causa de câncer de pulmão, depois do fumo. Nos Estados Unidos, o radônio causa cerca de 21 mil mortes por câncer de pulmão todo ano (de um total de cerca 160 mil óbitos anuais de câncer de pulmão) (US EPA, 2003).
Enquanto que o câncer não é infeccioso, há um número de infecções que ou causam câncer diretamente, ou aumentam o risco do câncer. Na verdade quase 22% das mortes por câncer no mundo em desenvolvimento e 6% nos países industrializados são causadas por infecções crônicas. Por exemplo, o vírus das hepatites B ou C são conhecidos por causar câncer do fígado, o papillomavirus humano está ligado ao câncer cervical e as bactérias helicobacter pylori aumentam o risco do câncer de estômago. Intervenções tais como imunização, tratamento de infecções e mudança de comportamento podem reduzir a exposição a fatores de risco específicos.
Veja como se prevenir do Câncer clicando aqui
A Declaração convoca o mundo para tomar medidas imediatas a fim de reduzir o peso global do câncer através do comprometimento com os 11 objetivos da Declaração e prover recursos e suporte político para ações prioritárias necessárias para realizá-las.
Um apelo por ação da comunidade mundial do câncer à organizações governamentais internacionais, à comunidades doadoras internacionais, à agências de desenvolvimento, à organizações profissionais, ao setor privado e à sociedade civil para levarem a cabo medidas imediatas para diminuir o ritmo e, em última instância, reverter o crescimento de óbitos por câncer, pelo empenho dos objetivos estabelecidos e pela provisão de recursos e suporte político para ações prioritárias necessárias para realizá-las.
Através das metas propostas na Declaração Mundial Contra o Câncer nosso objetivo até 2020 é ter:
Para alcançar estes objetivos, vamos tomar medidas para:
CONFIRA A DECLARAÇÃO EM PORTUGUÊS


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